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Agrodefesa habilita Jataí, Silvânia e Rio Verde ao Susaf-GO, ampliando mercado para agroindústrias familiares

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Os municípios de Rio Verde, Silvânia e Jataí foram oficialmente habilitados ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf-GO), coordenado pela Agrodefesa. A medida amplia o alcance das agroindústrias familiares, permitindo a comercialização de produtos de origem animal em todo o território de Goiás, e reforça a segurança alimentar para os consumidores.

O Susaf-GO funciona como um mecanismo de equivalência sanitária, garantindo que os Serviços de Inspeção Municipais (SIM) dos municípios habilitados operem com os mesmos padrões técnicos do Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Dessa forma, carnes, leite e derivados, ovos, mel e pescados podem ser comercializados legalmente fora dos limites municipais.

Fortalecimento da agroindústria familiar

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a adesão demonstra o avanço da política estadual de apoio à agroindústria familiar.

“O Susaf-GO estimula o desenvolvimento regional, fortalece a economia local e garante que os produtos cheguem à mesa do consumidor com qualidade e segurança. É uma conquista que representa mais oportunidades para o produtor e mais alimento seguro para a população”, afirma.

O gerente de Inspeção da Agrodefesa, Paulo Viana, explica que o sistema cria uma rede de cooperação técnica entre Estado e municípios, promovendo capacitação, troca de experiências e maior formalização das agroindústrias.

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Silvânia: pioneirismo e expansão de mercado

O SIM de Silvânia, em operação desde 2011, foi um dos primeiros estruturados no Estado. O município conta atualmente com 33 estabelecimentos inspecionados, sendo 20 agroindústrias familiares. A secretária municipal de Agricultura, Cláudia Curado, destaca que a habilitação permite que os produtores levem seus produtos com segurança e qualidade a outros municípios.

Produtora de queijo frescal e iogurte, Sandra Rodrigues celebra a oportunidade de ampliar as vendas:

“O SIM dá confiabilidade aos clientes para adquirirem os produtos que produzimos na agricultura familiar. Agora podemos chegar a todo o Estado de forma legal e segura”, comenta.

O serviço conta com uma equipe formada por médicos-veterinários e engenheira de alimentos, que prestam orientação contínua aos produtores sobre boas práticas e conformidade com a legislação, com apoio de instituições como o Senar.

Jataí e Rio Verde: ampliando horizontes para produtores

Em Jataí, o SIM foi criado em 2014 e a adesão ao Susaf-GO permite que agroindústrias locais expandam a comercialização para outros municípios do Estado, garantindo produtos de qualidade e segurança alimentar. A coordenadora do SIM, Isadora Freitas, ressalta:

“O SIM não é apenas fiscalização. É um serviço que garante que o alimento chegue seguro à mesa do consumidor e fortalece a confiança nos produtos locais.”

Já Rio Verde, reconhecido como polo dinâmico do agronegócio, integra o Susaf-GO, permitindo que pequenas agroindústrias familiares aumentem seu alcance e competam em igualdade de condições no mercado estadual.

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Goiás consolida rede integrada de inspeção sanitária

Com as habilitações publicadas no Diário Oficial do Estado em 30/10, Goiás avança na consolidação de uma rede cooperativa de inspeção sanitária, fortalecendo a agroindústria familiar, garantindo alimentos seguros e promovendo o desenvolvimento sustentável.

A Agrodefesa mantém o compromisso de orientar, capacitar e apoiar tecnicamente os municípios, incentivando a expansão do Susaf-GO para novas cidades em todo o Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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