AGRONEGÓCIO
Alga marinha aumenta produtividade e resistência das videiras e reduz uso de insumos químicos
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Bioestimulante natural impulsiona produtividade e sustentabilidade na viticultura
O uso de bioestimulantes à base da alga marinha Ascophyllum nodosum vem ganhando espaço na viticultura moderna, destacando-se como uma alternativa sustentável para elevar a produtividade, melhorar a qualidade das uvas e aumentar a resiliência das videiras frente a pragas, doenças e condições climáticas adversas.
Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian no Brasil e Paraguai, o uso contínuo desses compostos naturais oferece benefícios expressivos para os produtores, reduzindo a necessidade de insumos químicos e promovendo maior equilíbrio fisiológico nas plantas.
Alga marinha do Atlântico Norte é fonte de compostos bioativos
A Ascophyllum nodosum é colhida nas águas frias do Atlântico Norte, no Canadá, pela Acadian Sea Beyond. Rica em bioativos naturais, a alga contém ácido algínico, manitol, aminoácidos, polissacarídeos, vitaminas, ácidos orgânicos e minerais — uma combinação que favorece importantes processos fisiológicos nas plantas.
Quando aplicados nas videiras, esses compostos aumentam a atividade fotossintética, estimulam o crescimento radicular, melhoram a absorção de nutrientes e fortalecem os mecanismos de defesa contra estresses ambientais.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz anualmente cerca de 1,8 milhão de toneladas de uvas, com valor de produção estimado em R$ 8,3 bilhões — setor que pode se beneficiar amplamente dessas tecnologias biológicas.
Melhoria da qualidade dos cachos e maior resistência ao clima
Pesquisas apontam que o uso contínuo do extrato de Ascophyllum nodosum resulta em cachos mais uniformes, com maior peso e teor de açúcar — características valorizadas tanto na produção de vinhos quanto no consumo in natura.
Outro destaque é o aumento da tolerância das videiras ao calor e à falta de água. Diante das mudanças climáticas, o bioestimulante contribui para o uso mais eficiente da água e ajuda as plantas a manterem o equilíbrio fisiológico mesmo em períodos de estresse, prolongando a vida útil dos vinhedos.
Tecnologia da Acadian promove agricultura regenerativa
Líder mundial na colheita e extração de algas marinhas, a Acadian é referência no desenvolvimento de soluções agrícolas baseadas em Ascophyllum nodosum. O processo de produção, que vai da coleta à extração, é rigorosamente controlado para preservar os compostos bioativos da alga, garantindo eficácia e qualidade ao produto final.
Os bioestimulantes formulados com essa alga representam uma ferramenta essencial para a viticultura sustentável, associando produtividade, qualidade e resistência das plantas a práticas agrícolas responsáveis e alinhadas às exigências do mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.
O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.
O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.
A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.
No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.
Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.
No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.
O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.
Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.
A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.
Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.
Fonte: Pensar Agro
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