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Demanda interna aquecida e oferta limitada mantêm preços do arroz firmes no Rio Grande do Sul

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Mercado do arroz mantém firmeza nas cotações no RS

Os preços do arroz em casca seguiram firmes no Rio Grande do Sul durante a última semana, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A sustentação das cotações foi impulsionada principalmente pela demanda doméstica aquecida, que superou o interesse dos vendedores no período.

Reposição de estoques eleva liquidez no mercado

De acordo com o Cepea, a necessidade de recomposição de estoques ao longo da cadeia — especialmente nos segmentos atacadista e varejista — aumentou o ritmo das negociações em comparação com semanas anteriores.

Mesmo assim, os agentes do mercado seguem atuando com cautela, buscando equilibrar volumes e preços diante da proximidade da nova safra.

Produtores ajustam oferta diante da chegada da nova colheita

Do lado da oferta, os pesquisadores do Cepea destacam comportamentos distintos entre os produtores.

Aqueles com maior volume armazenado concentraram esforços na organização logística dos estoques, preparando-se para receber a safra 2026.

Já os produtores com menor disponibilidade de arroz realizaram vendas pontuais, liberando apenas o excedente do produto remanescente no mercado.

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Cenário indica estabilidade até a entrada da nova safra

O cenário atual aponta para uma manutenção da estabilidade nas cotações até o início efetivo da nova colheita, que tende a ajustar a relação entre oferta e demanda nas próximas semanas.

Enquanto isso, a demanda interna consistente segue sendo o principal fator de sustentação para os preços do cereal no mercado gaúcho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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