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Brasil fortalece presença na Ásia e consolida nova fase de confiança no agronegócio global

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O agronegócio brasileiro vive um momento de reposicionamento no cenário mundial. Além dos tradicionais destaques em soja, milho, carne bovina e café, o país passa a ser reconhecido não apenas pelos volumes exportados, mas pela capacidade de entregar valor agregado, tecnologia, sustentabilidade e rastreabilidade.

Segundo análise de Daniel Barbosa, CEO da Fex Agro, o Brasil começa a construir um novo papel no abastecimento global, tornando-se parceiro estratégico de grandes mercados, especialmente na Ásia.

Aproximação com a Ásia inaugura nova fase nas relações comerciais

A tendência é especialmente perceptível na relação com países asiáticos, em destaque a China — principal destino das exportações do Brasil há cerca de duas décadas. Agora, essa parceria comercial evolui para um modelo que valoriza qualidade, transparência e confiança entre agentes públicos e privados.

Esse avanço se reflete em cadeias produtivas que antes tinham participação limitada no comércio exterior, mas hoje ganham espaço expressivo na pauta exportadora.

Exportações de gergelim e feijão-mungo crescem mais de 60% e abrem novas oportunidades

Dados do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (IBRAFE) mostram um salto significativo nas vendas externas dessas culturas emergentes. Até setembro de 2025, o país exportou:

  • 349,6 mil toneladas de gergelim, alta de 60,3% em relação ao mês anterior;
  • 171 mil toneladas de feijão-mungo, indicando consolidação no mercado asiático.
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Esses resultados reforçam a diversificação do agro brasileiro e mostram que há espaço para ampliar a presença do país em segmentos de alto valor na Ásia.

Habilitações sanitárias e políticas de abertura consolidam credibilidade brasileira

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) ampliou recentemente para 61 o número de estabelecimentos autorizados a exportar gergelim para a China, responsável por 38% do consumo global do produto.

Essa expansão representa mais que um avanço comercial: é um reconhecimento direto da capacidade sanitária, da governança e do rigor institucional da produção brasileira.

Modelo de negócios da Fex Agro aposta em rastreabilidade e conexão com mercados globais

A Fex Agro reforça que o Brasil tem potencial para ampliar ainda mais sua inserção na Ásia. A empresa estruturou um modelo de originação baseado em rastreabilidade, qualidade e previsibilidade, garantindo que o produto colhido no Mato Grosso chegue ao consumidor asiático com integridade e confiabilidade.

Segundo Barbosa, o objetivo é atuar como um elo sólido entre produtores e os principais polos de consumo do mundo.

Mercados asiáticos buscam segurança, origem e responsabilidade ambiental

Consumidores do Sudeste Asiático demonstram crescente interesse por alimentos com procedência garantida, estabilidade de fornecimento e compromisso ambiental. Esse movimento favorece o Brasil, que reúne:

  • Solos férteis
  • Tecnologia agrícola avançada
  • Produtores capacitados
  • Empresas com governança robusta
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Essa combinação coloca o país em posição diferenciada frente à concorrência global.

Gergelim e feijão-mungo simbolizam a nova competitividade brasileira

As duas culturas ganharam protagonismo por serem eficientes, adaptadas ao clima brasileiro, rentáveis e com demanda crescente nos mercados asiáticos. Porém, mais do que bons números, elas representam a capacidade nacional de transformar conhecimento agronômico em competitividade internacional.

Parcerias de longo prazo consolidam o Brasil como guardião da segurança alimentar

Cada tonelada exportada, cada reconhecimento internacional e cada novo mercado conquistado reforçam a construção de uma ponte sólida entre o Brasil e a Ásia.

De acordo com a Fex Agro, o país deixa de ser apenas um grande produtor e assume o papel de parceiro estratégico e confiável para a segurança alimentar global.

“O Brasil não é mais apenas o celeiro do mundo. Está se tornando um guardião da segurança alimentar global”, resume Barbosa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

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O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

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A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

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Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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