AGRONEGÓCIO
Safra de arroz no RS avança, mas produtores enfrentam margens negativas com queda nos preços
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O mercado de arroz no Rio Grande do Sul enfrenta um cenário desafiador neste final de novembro. De um lado, a semeadura da nova safra avança para sua fase final; de outro, os preços do arroz em casca seguem em queda, mantendo as margens dos produtores no vermelho há vários meses consecutivos.
Preços do arroz seguem em queda e margens continuam negativas
De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), os produtores de arroz do Rio Grande do Sul convivem com custos de produção elevados e preços de venda em queda, o que tem resultado em margens negativas.
Mesmo com o aumento das exportações e uma leve melhora na demanda de outros estados por arroz de maior rendimento, esses fatores não foram suficientes para conter a desvalorização do grão. Nas principais regiões produtoras, os preços seguem recuando de forma generalizada.
Na região de Uruguaiana (RS), o preço de nivelamento sobre o custo operacional (desembolso) foi calculado em R$ 66,71 por saca de 50 kg, enquanto o custo total chegou a R$ 93,19/sc. Em Camaquã (RS), os valores ficaram em R$ 61,73/sc e R$ 87,88/sc, respectivamente.
Já o preço médio de venda na parcial de novembro (até o dia 21) foi de R$ 54,85/sc em Uruguaiana e R$ 58,40/sc em Camaquã — valores R$ 38,34/sc e R$ 29,48/sc abaixo do custo total, respectivamente. Segundo o Cepea, esse é o 10º mês consecutivo de prejuízo em Uruguaiana e o 9º em Camaquã, refletindo o forte desequilíbrio entre custo e rentabilidade no setor.
Semeadura de arroz no Estado chega a 89% da área prevista
Apesar das dificuldades econômicas, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) aponta bom progresso no plantio da safra 2025/26. Até o momento, 820.196 hectares já foram semeados nas regiões arrozeiras do Estado, o que representa 89,14% da área total prevista.
A Região Zona Sul lidera o avanço, com 152.779 hectares plantados, o equivalente a 97,59% da intenção. Em seguida, vem a Planície Costeira Externa, com 88.906 hectares (93,7%), e a Planície Costeira Interna, com 129.924 hectares (92,49%).
Na Fronteira Oeste, já são 240.351 hectares semeados, o que corresponde a 88,42% da área estimada, enquanto na Região da Campanha, o índice é de 82,11%, com 124.936 hectares plantados. A Região Central, por sua vez, apresenta o menor ritmo, com 83.300 hectares, o que equivale a 69% da intenção total.
Expectativas positivas para o encerramento da semeadura
Segundo Luiz Fernando Siqueira, gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), o acompanhamento regional é essencial para garantir um panorama detalhado do andamento da safra e orientar os produtores.
“Seguimos acompanhando em todas as regiões arrozeiras visando informar os produtores e toda a cadeia orizícola sobre o desenvolvimento da semeadura no Estado, o que impacta diretamente o sucesso da colheita e o fornecimento do arroz gaúcho”, destacou Siqueira.
Com o ritmo atual, a expectativa do Irga é de que a semeadura seja concluída dentro do prazo e com bons índices de aproveitamento, apesar dos desafios econômicos que ainda limitam a rentabilidade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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