AGRONEGÓCIO
Bioinsumos impulsionam o agro brasileiro à liderança na transição sustentável global
AGRONEGÓCIO
Agricultura sustentável se consolida como eixo da nova economia verde
A agricultura mundial vive uma transformação profunda. Mais do que produzir alimentos, o novo desafio é regenerar o solo, preservar a biodiversidade e ampliar a captura de carbono. Essa é a base da agricultura sustentável, modelo que vem reposicionando o agronegócio como força estratégica na agenda climática global.
O tema ganhou protagonismo nas discussões da COP 30, reforçando o papel do agro como parte essencial da solução para as mudanças climáticas. A adoção de práticas sustentáveis é vista como caminho para a recuperação dos agroecossistemas e para a transição energética verde.
Hoje, estima-se que a agricultura e o uso da terra sejam responsáveis por cerca de 23% das emissões globais de gases de efeito estufa. Com o avanço das práticas regenerativas, as lavouras deixam de ser fontes de emissão e passam a atuar como sumidouros de carbono — filtros naturais que capturam e armazenam CO₂ da atmosfera.
Controle biológico: o coração da agricultura regenerativa
Para o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Koppert Brasil, Thiago Castro, a agricultura sustentável é, essencialmente, um processo de restauração da vida no solo.
“Não há como falar em solo vivo sem falar em controle biológico. Quando introduzimos um inimigo natural para combater uma praga, devolvemos ao ecossistema uma peça que faltava. Isso fortalece a teia biológica, melhora a estrutura do solo, aumenta a disponibilidade de nutrientes e reduz a necessidade de intervenções químicas agressivas”, explica.
As soluções biológicas incluem bioinsumos formulados a partir de micro e macro-organismos e extratos vegetais. Eles são divididos em três categorias principais:
- Biodefensivos, voltados ao controle de pragas e doenças;
- Bioativadores, que promovem a nutrição e a saúde das plantas;
- Bioestimulantes, que ampliam a absorção de nutrientes e fortalecem o solo.
Essas tecnologias atuam em sinergia com os processos naturais, promovendo produtividade sustentável e equilíbrio ecológico.
Brasil lidera o uso de bioinsumos no cenário global
O Brasil se tornou referência mundial no uso de bioinsumos agrícolas. Segundo dados do setor, 61% dos produtores rurais brasileiros utilizam regularmente essas soluções — um índice quatro vezes superior à média global.
Para a safra 2025/26, a expectativa é de crescimento de 13% na adoção de tecnologias biológicas, consolidando o país como o maior mercado do mundo nesse segmento.
Entre os principais exemplos de agentes biológicos utilizados estão a vespa Trichogramma galloi e o fungo Beauveria bassiana (cepa ESALQ PL 63), aplicados em culturas como cana-de-açúcar, soja, milho e algodão. Esses organismos controlam pragas como lagartas e mosca-branca sem afetar polinizadores nem outros insetos benéficos.
Impactos positivos no solo e na produtividade
O manejo biológico tem mostrado resultados expressivos tanto na produtividade quanto na sustentabilidade. Entre os benefícios mensuráveis estão:
- Maior porosidade e retenção de água no solo;
- Melhor aproveitamento de nutrientes;
- Menor erosão e dependência de fertilizantes sintéticos;
- Redução da resistência de pragas e equilíbrio ecológico.
Essas práticas tornam as lavouras mais estáveis e resilientes, reduzindo custos e ampliando a rentabilidade do produtor.
Práticas sustentáveis já integram o cotidiano do campo brasileiro
Além do controle biológico, outras práticas sustentáveis têm se consolidado no campo, como o uso de inoculantes e fungos benéficos, a rotação de culturas e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Essas técnicas estimulam a vida no solo e mantêm o equilíbrio dos ecossistemas agrícolas.
“Os produtores que adotam o manejo biológico estão investindo em seu maior ativo: a terra”, reforça Castro. “O manejo biológico não é uma tendência, é uma necessidade planetária. A agricultura é o caminho natural para a regeneração ambiental e o equilíbrio que buscamos.”
Inovação e pesquisa colocam o Brasil na vanguarda
Presente em mais de 100 países, a Koppert é uma das principais referências em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias biológicas vivas para a agricultura. No Brasil, a empresa investe continuamente em inovação, em parceria com universidades, laboratórios e produtores rurais, ampliando o portfólio de soluções voltadas à sustentabilidade e à alta performance no campo.
Com o avanço das soluções biológicas, o país fortalece seu papel na liderança da transição para uma agricultura mais regenerativa, produtiva e ambientalmente responsável — um modelo que alia rentabilidade, tecnologia e compromisso com o planeta.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Dia dos Namorados impulsiona mercado de flores e deve elevar vendas em até 7% no Brasil
O Dia dos Namorados segue como uma das datas mais importantes para a cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais no Brasil. Impulsionado pela tradição de presentear com flores, arranjos e buquês, o setor projeta crescimento nas vendas e intensifica as operações logísticas para atender à demanda em todo o país.
Segundo estimativas do Ceaflor, principal mercado atacadista de flores, plantas e acessórios do Brasil, as vendas devem registrar crescimento entre 5% e 7% em comparação com o mesmo período de 2025. Além disso, a movimentação de cargas na semana que antecede a data deverá ser cerca de 50% superior à observada em períodos considerados normais.
Mercado mantém ritmo positivo após o Dia das Mães
O bom desempenho do setor no Dia das Mães, tradicionalmente a principal data para o segmento, contribuiu para fortalecer as expectativas dos produtores, distribuidores e comerciantes para o Dia dos Namorados.
A combinação entre demanda aquecida, oferta equilibrada e reforço logístico tem garantido um ambiente favorável para os negócios, estimulando toda a cadeia produtiva da floricultura brasileira.
Rosas vermelhas lideram preferência dos consumidores
Símbolo clássico do romantismo, a rosa vermelha permanece como o principal produto procurado pelos consumidores nesta época do ano. A preferência abrange tanto as flores cultivadas no Brasil quanto as variedades importadas, especialmente da Colômbia e do Equador.
As orquídeas também figuram entre os presentes mais desejados, oferecendo diversidade de cores, formatos e tamanhos para diferentes perfis de consumidores.
De acordo com Daniel Silva, da Flor Fácil, o mercado apresenta equilíbrio entre oferta e demanda, com produção nacional consistente e volume suficiente para atender ao aumento das compras.
Importações reforçam abastecimento para a data
Para garantir o atendimento ao mercado brasileiro, importadores ampliaram suas operações nas últimas semanas. Desde o final de maio, carregamentos internacionais de flores começaram a desembarcar no país.
A Prime Flowers informou que disponibilizará mais de 1,25 milhão de hastes colombianas para o mercado nacional. Já a ZT Flores reforçou sua estrutura logística e fretou uma aeronave cargueira para transportar aproximadamente 1 milhão de hastes provenientes da Colômbia e do Equador.
A estratégia busca assegurar oferta adequada, qualidade dos produtos e estabilidade no abastecimento durante o período de maior demanda.
Flores, plantas e acessórios ampliam oportunidades de vendas
Além das tradicionais rosas e orquídeas, o mercado registra forte procura por flores coloridas, plantas ornamentais, suculentas e arranjos personalizados.
A data também impulsiona a comercialização de produtos complementares que agregam valor aos presentes, como chocolates, cestas, cachepôs, embalagens especiais e itens decorativos.
Essa diversificação contribui para ampliar o ticket médio das vendas e cria novas oportunidades para produtores, atacadistas e varejistas do segmento.
Ceaflor reforça posição como principal centro de distribuição do setor
Com logística ampliada, oferta diversificada e expectativa de crescimento nas vendas, o Ceaflor reforça sua relevância como principal polo de abastecimento de flores e plantas do Brasil.
A expectativa do setor é que o Dia dos Namorados mantenha o ritmo positivo observado ao longo do primeiro semestre, fortalecendo toda a cadeia da floricultura e movimentando milhões de reais em negócios em todo o país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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