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China deve bater recorde histórico de importações de soja em 2025, impulsionada pelo Brasil e por trégua comercial com os EUA

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As importações chinesas de soja devem atingir um novo recorde em 2025, refletindo o fortalecimento das compras junto ao Brasil e a recente reaproximação comercial entre Pequim e Washington. Segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira (8) pela Administração Geral das Alfândegas da China, o país manteve ritmo intenso de importações em novembro, mesmo diante de ajustes pontuais no volume mensal.

Importações de soja crescem em novembro e acumulam alta no ano

A China, maior compradora mundial de soja, importou 8,11 milhões de toneladas em novembro, volume 13,4% superior ao registrado no mesmo mês de 2024 (7,15 milhões de toneladas). Apesar da leve retração em relação a outubro, quando o país recebeu 14,5% mais soja, o resultado consolida uma tendência de alta anual.

De janeiro a novembro, as importações totalizaram 103,79 milhões de toneladas, um aumento de 6,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Previsão para 2025: importações podem superar 110 milhões de toneladas

De acordo com Rosa Wang, analista da consultoria JCI, sediada em Xangai, o país deve manter o apetite elevado pela oleaginosa. “Esperamos que as importações chinesas de soja alcancem um recorde em 2025 — possivelmente ultrapassando 110 milhões de toneladas — impulsionadas pelas fortes compras do Brasil e pelo aumento das chegadas dos Estados Unidos”, afirmou.

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Entre maio e outubro de 2024, o país asiático já havia registrado sucessivos recordes de importação, motivados pelo receio de escassez de oferta em meio às tensões comerciais com os EUA. O movimento acabou resultando em um excedente de soja e farelo no mercado doméstico.

Altos estoques pressionam o mercado interno

Segundo Wang Wenshen, analista da Sublime China Information, os estoques de soja e farelo nas esmagadoras chinesas estão elevados, o que tem aumentado a pressão de venda no mercado interno.

Ainda assim, as projeções permanecem otimistas. Wang estima que as importações de dezembro alcancem 8,6 milhões de toneladas, o que levaria o total do ano a aproximadamente 112 milhões de toneladas, o maior volume já registrado pelo país.

Reaproximação comercial impulsiona compras dos EUA

Após meses evitando o produto americano em meio ao impasse diplomático entre Pequim e Washington, a China retomou as compras de soja dos Estados Unidos no fim de outubro, após o encontro entre os líderes dos dois países na Coreia do Sul.

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A estatal chinesa Cofco liderou as aquisições, com cerca de 2,7 milhões de toneladas reservadas desde então, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Apesar de o volume ainda estar abaixo da meta de 12 milhões de toneladas estipulada pela Casa Branca, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, indicou na semana passada que o prazo para atingir esse objetivo pode ser estendido até fevereiro de 2026.

A China, por sua vez, ainda não confirmou oficialmente o volume total nem o cronograma das próximas compras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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