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Bolsas globais operam sem direção única antes da decisão do Federal Reserve

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Wall Street encerra sessão com resultados variados

Os principais índices de ações dos Estados Unidos fecharam a terça-feira (9) com desempenho misto, refletindo a cautela dos investidores diante da iminente decisão de juros do Federal Reserve (Fed).

O Dow Jones recuou 0,37%, encerrando aos 47.560 pontos, enquanto o S&P 500 teve leve queda de 0,09%, aos 6.840 pontos. Já o Nasdaq Composite registrou alta de 0,13%, fechando em 23.576 pontos.

O mercado norte-americano segue dividido entre a expectativa de uma manutenção da taxa de juros e as apostas de possíveis cortes graduais a partir do início de 2026. Além disso, o setor de tecnologia reagiu positivamente após a autorização do governo dos EUA para que a Nvidia volte a vender chips de inteligência artificial à China, impulsionando ações do setor.

Europa acompanha movimento de cautela

Na Europa, as bolsas também encerraram sem direção única, em um cenário influenciado pela espera de decisões de política monetária tanto nos Estados Unidos quanto no continente.

O índice STOXX 600 registrou leve queda de 0,04%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuou 0,03%. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,69%, mas o DAX, de Frankfurt, teve alta de 0,49%, sustentado por resultados positivos de empresas industriais alemãs.

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Os investidores seguem atentos às reuniões de bancos centrais europeus. O Banco Nacional Suíço deve anunciar sua decisão de juros na quinta-feira (11), enquanto o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu (BCE) realizam seus encontros na próxima semana.

Bolsas asiáticas registram quedas após sinalização da China

Na Ásia, o dia foi marcado por quedas nas principais praças, com destaque para os mercados da China e de Hong Kong. O recuo veio após o Politburo, principal órgão de decisão do Partido Comunista Chinês, indicar que não pretende adotar novos estímulos econômicos de curto prazo, mesmo com as dificuldades do setor imobiliário e as tensões comerciais com os EUA.

Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,37%, enquanto o CSI300 recuou 0,51%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,29%.

Já no Japão, o Nikkei 225 avançou 0,1%, impulsionado por empresas exportadoras beneficiadas pela desvalorização do iene.

Expectativas e impactos para os próximos dias

A atenção dos mercados segue voltada para a decisão do Federal Reserve, que deve definir o tom das negociações globais nas próximas sessões.

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Analistas avaliam que o nível de juros nos EUA continuará sendo o principal fator de influência sobre fluxos de capital, câmbio e bolsas emergentes, incluindo o Brasil.

No cenário doméstico, a B3 também acompanha o movimento internacional. O Ibovespa opera de forma cautelosa, refletindo o ambiente de aversão ao risco no exterior e a espera por definições de política monetária global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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