AGRONEGÓCIO
Synerjet forma primeira turma de operadores da aeronave agrícola autônoma Pelican 2
AGRONEGÓCIO
A Synerjet concluiu a formação da primeira turma de operadores da aeronave agrícola autônoma Pelican 2, marcando um avanço na capacitação de profissionais para o mercado de drones agrícolas. O curso, realizado em Goianápolis (GO), também contou com a estreia do primeiro simulador do modelo, permitindo treinamento prático em ambiente controlado.
Formação de operadores e banco de talentos para compradores
O treinamento foi realizado no mês passado e aprovou 20 alunos, que agora estão habilitados para atuar junto aos futuros compradores do Pelican 2. O objetivo da Synerjet é criar um banco de profissionais qualificados, garantindo que as empresas adquirentes tenham suporte imediato após a compra.
“Na parte de estrutura, lançamos o primeiro simulador da aeronave Pelican 2. Os alunos puderam operar em dois ambientes distintos, comandando a aeronave com rádio controle em tempo real, exatamente como acontece em operações reais”, explicou Eduardo Goerl, gerente de suporte a campo da Synerjet.
Capacitação teórica e prática com foco em segurança
O curso combinou aulas teóricas, treinamento em simulador e etapas práticas em campo. Entre os conteúdos abordados, destacaram-se:
- Responsabilidade civil dos operadores, mesmo em aeronaves não tripuladas;
- Técnicas de aplicação de defensivos, apresentadas por especialistas da AgroEfetiva;
- Regulagem de bicos, vazão, uniformidade e precisão da pulverização.
Uma nova turma está prevista para março do próximo ano, reforçando o compromisso da Synerjet com a formação de profissionais especializados.
Pelican 2: tecnologia e produtividade para o agronegócio
O Pelican 2 é projetado para unir precisão na pulverização a um design inovador, atendendo às necessidades de grandes áreas agrícolas. Entre suas principais características:
- Capacidade de transporte de 300 litros de carga útil;
- Equipamento com cinco conjuntos de baterias para operação contínua;
- Cobertura de até 90 hectares por hora, dependendo da área e das taxas de aplicação;
- Operação noturna, dobrando a janela de pulverização e permitindo combater pragas no momento ideal.
A Synerjet atua como representante da marca Pyka na América Latina, reforçando que capacitação profissional e suporte técnico são pilares essenciais para a adoção bem-sucedida de novas tecnologias no agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preço do milho segue estável no Brasil à espera da safrinha; exportações avançam mais de 70%
O mercado brasileiro de milho registrou pouca movimentação ao longo da semana, refletindo a postura cautelosa de compradores e vendedores diante da proximidade da entrada mais intensa da segunda safra no país. A expectativa de aumento da oferta mantém o ritmo de negociações lento, enquanto produtores buscam sustentar os preços em meio ao avanço da colheita.
Segundo análise da Safras & Mercado, o cenário continua marcado por baixa liquidez e poucas alterações nas cotações, tanto no mercado físico quanto nas negociações futuras.
Compradores aguardam maior oferta da safrinha
Os consumidores seguem atuando de forma pontual, adquirindo apenas volumes necessários para reposição imediata. O comportamento demonstra conforto nos estoques e expectativa de que a colheita da segunda safra amplie a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.
Do lado da oferta, os produtores avançam na comercialização da produção, mas mantêm resistência em aceitar preços considerados baixos. Em diversas regiões, as pedidas continuam acima dos valores ofertados pelos compradores, limitando o fechamento de novos negócios.
A expectativa do mercado é que o avanço da colheita da safrinha aumente a pressão sobre os preços, principalmente nas regiões de maior produção.
Clima segue no radar dos agentes do mercado
As condições climáticas continuam sendo acompanhadas de perto pelos participantes do setor.
O mercado monitora a possibilidade de novas chuvas na Região Sul, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e em áreas produtoras de Goiás. Apesar das especulações sobre eventuais impactos na produtividade, ainda não há confirmação de perdas relevantes.
Outro fator observado é o risco de geadas. No entanto, as previsões meteorológicas atuais não indicam ocorrência de frio intenso capaz de provocar danos significativos às lavouras.
Relatório do USDA influencia expectativas globais
No cenário internacional, as atenções estiveram voltadas para a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O documento trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos e reforçou a percepção de ampla disponibilidade de milho, fator que continua pressionando os preços na Bolsa de Chicago.
A queda das cotações internacionais tem reduzido a competitividade do milho brasileiro nos portos, mesmo com a valorização do dólar frente ao real.
Exportações avançam em volume, mas preços médios recuam
Apesar dos desafios relacionados à paridade de exportação, os embarques brasileiros de milho apresentaram crescimento expressivo no início de junho.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 126,061 mil toneladas de milho nos quatro primeiros dias úteis do mês, com média diária de 31,515 mil toneladas.
A receita acumulada alcançou US$ 29,451 milhões, com média diária de US$ 7,362 milhões.
Na comparação com junho de 2025, os resultados mostram:
- Alta de 57,9% na receita média diária;
- Crescimento de 70,6% no volume médio diário exportado;
- Queda de 7,4% no preço médio por tonelada.
O valor médio da tonelada exportada ficou em US$ 233,60.
Cotações do milho permanecem estáveis nas principais regiões produtoras
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 61,12 no dia 11 de junho, praticamente estável em relação aos R$ 61,14 registrados na semana anterior.
Nas principais praças acompanhadas pelo mercado, os preços apresentaram poucas variações:
- Cascavel (PR): R$ 60,00 por saca;
- Campinas (SP/CIF): R$ 65,00 por saca;
- Mogiana Paulista (SP): R$ 60,00 por saca;
- Rondonópolis (MT): R$ 51,00 por saca;
- Erechim (RS): R$ 69,00 por saca;
- Uberlândia (MG): R$ 60,00 por saca;
- Rio Verde (GO): R$ 58,00 por saca.
A estabilidade observada reforça o momento de transição vivido pelo mercado, que aguarda uma definição mais clara sobre o tamanho da safra e o ritmo efetivo da colheita.
Safrinha deve definir tendência dos preços nos próximos meses
O comportamento do mercado de milho nas próximas semanas dependerá diretamente do avanço da colheita da segunda safra, considerada a principal do país.
Caso a produtividade se confirme dentro das expectativas atuais, a entrada de grandes volumes no mercado poderá ampliar a oferta disponível e exercer pressão adicional sobre as cotações.
Por outro lado, eventuais problemas climáticos ou atrasos na colheita podem limitar esse movimento e sustentar os preços por mais tempo.
Enquanto esse cenário não se define, compradores seguem cautelosos e produtores mantêm postura firme nas negociações, resultando em um mercado de baixa liquidez e pouca variação nos preços.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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