AGRONEGÓCIO
CESB abre inscrições para 18º Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja e incentiva agricultores a atingirem o potencial máximo
AGRONEGÓCIO
Inscrições abertas para o Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja 2025/26
O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) abriu, de 1º de novembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026, as inscrições para o 18º Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, que estimula produtores a alcançarem o máximo potencial de rendimento da cultura.
O valor da inscrição é de R$ 150,00 para participantes não-patrocinados e gratuito para inscrições que indicarem patrocinadores do CESB. Regulamento e guias de preenchimento dos módulos agronômicos estão disponíveis no site oficial do Comitê: www.cesbrasil.org.br.
Categorias e premiações do Desafio CESB
O Desafio é dividido em duas categorias:
- Sequeiro: reconhece campeões regionais nas cinco grandes regiões produtoras do Brasil — Centro-Oeste, Sul, Nordeste, Norte e Sudeste.
- Irrigado: define diretamente o campeão nacional.
O maior resultado entre ambas as categorias será consagrado como o grande campeão CESB.
Segundo Luiz Silva, Diretor Executivo do CESB, a iniciativa mobiliza cerca de 5.000 inscrições por safra, abrangendo aproximadamente 12% das melhores áreas de plantio de soja do país, oferecendo um retrato técnico privilegiado da sojicultura brasileira.
Transferência de conhecimento e protocolos de auditoria
Para o presidente do CESB, Daniel Glat, o Desafio vai além da competição, funcionando como laboratório a céu aberto para gerar e disseminar conhecimento técnico. O programa utiliza protocolo de auditoria patenteado, que inclui:
- Georreferenciamento da área;
- Laudo técnico detalhado;
- Registro fotográfico com data, hora e coordenadas;
- Certificação da produção.
O objetivo é assegurar credibilidade dos dados, promover produção eficiente, sustentável e socialmente responsável, e incentivar boas práticas agrícolas.
Áreas auditadas e metodologia rigorosa
De acordo com Lorena Moura, coordenadora técnica do CESB, todas as áreas participantes passam por um processo padronizado de auditoria, realizado de 1º de dezembro de 2025 a 25 de abril de 2026, que inclui:
- Enlonamento e lacre das cargas colhidas;
- Escolta do auditor até a balança;
- Classificação dos grãos (impurezas, umidade e PMG);
- Emissão de laudo detalhado para produtores e consultores com todas as informações de manejo e produtividade.
Os resultados serão anunciados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, previsto para junho de 2026.
Práticas agronômicas que garantem altas produtividades
Os campeões do último Desafio destacaram-se por uma combinação de fatores, incluindo:
- Cultivar e sementes: altos valores de PMG, excelente vigor e germinação;
- Plantabilidade: baixo índice de falhas, correto posicionamento de sementes e fertilizantes;
- Rotação de culturas e tratos culturais: uso de sistemas consolidados e produtos biológicos;
- Aplicações foliares: média de 8 entradas por lavoura, aplicando fungicidas, inseticidas e nutrição foliar;
- Correção e adubação do solo: ajustes a cada dois anos, mantendo pH adequado e melhor absorção de nutrientes;
- Clima e tecnologia: eficiência climática acima de 72% nas áreas campeãs, uso de NDVI, zoneamento e regulagem de máquinas.
O ROI médio dos campeões atingiu R$ 1,77 por Real investido, com destaque para o campeão do Nordeste, que chegou a R$ 2,44/R$ investido.
Compromisso com sustentabilidade e ESG
Todos os participantes do Desafio passam por checagem eco ambiental, considerando práticas de responsabilidade social, preservação ambiental e transparência empresarial.
O CESB assegura sigilo e confidencialidade, respeitando a legislação de proteção de dados, sem divulgação de detalhes específicos das propriedades.
Relatórios e certificados de participação
Ao final do Desafio, todos os produtores recebem:
- Laudo/relatório da área auditada com georreferenciamento, dados técnicos de manejo e registro fotográfico;
- Certificado de Participação, detalhando classificação nacional, regional e estadual no Desafio CESB
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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