AGRONEGÓCIO
Safra de Algodão em Mato Grosso Bate Recorde Apesar de Atrasos na Semeadura
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A safra 2024/25 de algodão em Mato Grosso, maior produtor nacional, segue com resultados históricos, mesmo diante de atrasos na semeadura. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produtividade média está estimada em 308,08 arrobas por hectare, resultado beneficiado por chuvas fora de época, que favoreceram o ciclo da cultura e compensaram atrasos no plantio.
Em áreas experimentais da Fundação MT, em Sapezal, a produtividade chegou a 393 arrobas por hectare, com alguns talhões registrando 457 arrobas. A pesquisadora Daniela Dalla Costa destacou que a escolha da cultivar, o manejo da cultura e o calendário de semeadura foram fundamentais para esses números. “Nas principais regiões produtoras, tivemos chuvas em momentos decisivos”, explicou.
Expansão da área cultivada e produção total
A área plantada de algodão cresceu 4,18% em relação à safra anterior, atingindo 1,52 milhão de hectares. A produção total é estimada em 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões correspondem à pluma. O clima favorável permitiu superar os desafios do plantio tardio e o aumento nos custos de produção.
Planejamento da próxima safra e foco em certificações
Com a colheita quase concluída, os produtores já iniciam o planejamento da próxima temporada, buscando áreas mais produtivas para maximizar resultados. O setor também mantém atenção à demanda internacional e ao fortalecimento de certificações como ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e Better Cotton, garantindo a competitividade da fibra mato-grossense.
O produtor rural e presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel, ressaltou a importância das certificações. “Precisamos mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, sustentável e não deixa resíduos para futuras gerações”, afirmou.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro
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