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Vendas de etanol somam 2,7 bilhões de litros em novembro, com alta do anidro e queda do hidratado, aponta Unica

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As vendas de etanol no Brasil alcançaram 2,70 bilhões de litros em novembro, segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica). O desempenho do mês foi marcado por alta no etanol anidro — utilizado na mistura com a gasolina — e queda nas vendas de etanol hidratado, que é usado diretamente nos veículos flex.

De acordo com a entidade, o etanol anidro somou 1,07 bilhão de litros comercializados, crescimento de 2,42% em relação a novembro de 2023. Já o etanol hidratado totalizou 1,63 bilhão de litros, uma redução de 13,78% na mesma base de comparação.

Centro-Sul puxa o desempenho com maior demanda por anidro

No mercado doméstico do Centro-Sul, principal região produtora do país, o comportamento foi semelhante. As vendas de etanol hidratado pelas usinas totalizaram 1,58 bilhão de litros, representando queda de 11,14% frente ao mesmo período da safra anterior.

Em contrapartida, as vendas de etanol anidro registraram alta de 7,60%, atingindo 1,05 bilhão de litros, resultado que reflete o aumento da mistura obrigatória do biocombustível à gasolina e a demanda mais firme por parte das distribuidoras.

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Acumulado da safra mostra leve retração nas vendas totais

Desde o início da safra até 1º de dezembro, a comercialização total de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 23,32 bilhões de litros, o que representa uma queda de 2,41% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior.

Desse volume, 14,53 bilhões de litros correspondem ao etanol hidratado, que caiu 6,10%, enquanto o etanol anidro acumulou 8,79 bilhões de litros, com crescimento de 4,39% no período.

Mercado de CBios supera metas do RenovaBio

No mercado de créditos de descarbonização (CBios), dados da B3 até 15 de dezembro mostram a emissão de 40,89 milhões de títulos em 2025 por produtores de biocombustíveis. Desse total, 24,54 milhões de créditos permanecem disponíveis para negociação entre partes obrigadas, não obrigadas e emissores.

Segundo a Unica, a oferta atual de CBios já é suficiente para cumprir integralmente as metas do Programa RenovaBio.

“Somando os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2025, temos cerca de 116% dos títulos necessários para atender à quantidade exigida neste ano, incluindo a compensação de metas anteriores”, explicou Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica.

Panorama do etanol: mercado ajusta produção e demanda

O comportamento distinto entre os dois tipos de etanol reflete ajustes de mercado diante dos preços dos combustíveis fósseis e da demanda interna.

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Enquanto o anidro mantém ritmo de crescimento sustentado pela mistura com gasolina, o hidratado enfrenta redução no consumo direto, influenciada pelas diferenças de competitividade nas bombas.

Mesmo com o recuo parcial nas vendas totais, o setor segue fundamental para a matriz energética renovável brasileira, contribuindo para a redução de emissões de carbono e para o cumprimento das metas de sustentabilidade do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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