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Recebimentos Itinerantes levam logística reversa a produtores rurais e ampliam devolução correta de embalagens no agro

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A logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas avança em todo o Brasil com o apoio das ações de Recebimento Itinerante, que levam pontos temporários de coleta até as comunidades rurais. A iniciativa facilita o descarte correto por parte dos produtores e reforça o compromisso do agronegócio com a sustentabilidade e o meio ambiente.

Com aproximadamente 4,5 mil ações realizadas por ano, os Recebimentos Itinerantes têm papel essencial no apoio a pequenos e médios produtores, que muitas vezes enfrentam dificuldades para acessar unidades fixas de recebimento. Essa estrutura descentralizada amplia o alcance da logística reversa e fortalece o Sistema Campo Limpo, modelo nacional de gestão sustentável de embalagens agrícolas.

Parceria com cooperativas e prefeituras fortalece a iniciativa

As ações itinerantes são viabilizadas por uma ampla rede de parcerias locais, que inclui sindicatos, cooperativas, órgãos fiscalizadores, prefeituras e revendas. Essas instituições auxiliam na organização, mobilização e orientação dos produtores, o que contribui para ampliar o impacto da iniciativa e garantir o destino ambientalmente correto das embalagens.

“As campanhas itinerantes facilitam a entrega e ajudam os produtores a cumprir com a obrigação legal. Também orientamos sobre o uso correto dos defensivos, o armazenamento seguro e a tríplice lavagem das embalagens antes da devolução”, destaca Fabiano, técnico da EMATER/RS.

Educação ambiental e responsabilidade compartilhada

Além de simplificar a devolução, os Recebimentos Itinerantes têm um importante papel educativo. Durante as campanhas, os produtores recebem orientações sobre boas práticas agrícolas e armazenamento temporário das embalagens, reforçando a conscientização sobre os impactos ambientais do descarte irregular.

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Para Plínio Scortegagna, produtor rural da região Sul, que participa das ações há anos, a prática é essencial para o equilíbrio ambiental:

“Participo do recebimento uma vez ao ano. Isso mantém o meio ambiente limpo e saudável.”

Essas iniciativas mostram como a responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeia — indústria, distribuidores e agricultores — é fundamental para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Sistema Campo Limpo: modelo de referência em sustentabilidade

Coordenado pelo inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias), o Sistema Campo Limpo é reconhecido mundialmente como referência em logística reversa de embalagens agrícolas.

Desde 2002, o programa já destinou de forma ambientalmente correta mais de 800 mil toneladas de embalagens e sobras pós-consumo em todo o país. A operação funciona com base no princípio da responsabilidade compartilhada, envolvendo indústrias, canais de distribuição e agricultores, com fiscalização do poder público.

Atualmente, o Sistema conta com:

  • 411 unidades fixas de recebimento;
  • 256 associações de revendas e cooperativas;
  • Mais de 2 milhões de propriedades rurais impactadas;
  • E ações complementares como os Recebimentos Itinerantes, que ampliam a cobertura e a eficiência do processo.
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Sustentabilidade e compromisso com o futuro

De acordo com Ana Telma Maia, coordenadora regional institucional do inpEV, os Recebimentos Itinerantes são uma solução prática e transformadora:

“Essas ações levam aos agricultores uma forma segura e eficiente de devolver as embalagens vazias. Assim, reforçamos o compromisso do agro com a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente, facilitando o acesso e promovendo conscientização.”

Com iniciativas como essa, o Sistema Campo Limpo consolida-se como um exemplo de gestão ambiental no setor agropecuário, unindo inovação, responsabilidade e cooperação em prol de um futuro mais limpo e sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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