RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Tecnologias que apoiam a tomada de decisão do produtor rural

Publicados

AGRONEGÓCIO

Atualmente, o trabalho dos produtores rurais tem sido aprimorado graças às novas tecnologias existentes para o setor, em que ele pode saber em tempo real qual é o momento certo do ano para o plantio e colheita da sua produção. Além disso, o acesso a informações está muito mais preciso, garantindo aumento da produtividade e redução dos custos.

Com isso, a tomada de decisões fica muito mais fácil e ágil, permitindo a qualificação de todo o processo produtivo. Portanto, neste guia, você vai conhecer algumas destas tecnologias que contribuem com o trabalho dos produtores rurais, e que podem ser adotadas em sua propriedade.

O que pode ajudar a sua propriedade

Uma tecnologia já existente no mercado e que ajuda muito na tomada de decisão dos produtores rurais é a chamada agricultura de precisão. Através dela, é possível acompanhar uma série de dados em tempo real para a aplicação de insumos como água ou fertilizantes, na exata quantidade e local indicados. Isso garante que não ocorram desperdícios e nem que uma área de plantio seja menos favorecida.

Outro exemplo positivo é o software VMS, que faz o gerenciamento de vídeos com inteligência artificial, e ajuda a melhorar a percepção de determinados ambientes de maneira segura. Através da IA, esse sistema permite alertar os operadores sobre situações de segurança que necessitam de imediata atenção, sendo um importante aliado para o monitoramento de grandes propriedades. Além disso, esse sistema permite melhorar a capacidade de selecionar os locais mais importantes para serem analisados.

Leia Também:  Raça Holandesa registra aumento de 44% nas inscrições para a Expointer 2025

A tecnologia de blockchain também é importante para os produtores rurais. Ela permite a possibilidade de rastrear toda a cadeia de produção, garantindo mais transparência durante o processo. A consequência positiva é que este investimento é capaz de agregar valor ao produto final.

Há também a possibilidade do uso de drones para o monitoramento das lavouras. Já existem equipamentos capazes de identificar pragas ou doenças, sendo responsáveis por mapear áreas. Também é possível realizar a aplicação de defensivos de maneira localizada, garantindo assim mais eficiência no desenvolvimento da cultura produzida.

No quesito sustentabilidade, um investimento que melhora a tomada de decisões dos produtores rurais é o uso da biotecnologia, que permite o desenvolvimento de agentes biológicos que não degradam o solo ou a cultura produzida, e que também são capazes de gerar sementes mais resistentes. Com isso, é possível garantir uma plantação que vai germinar no tempo certo, sem que anomalias climáticas prejudiquem todo o processo até a colheita. Outra tecnologia possível é a de irrigação inteligente, que é ajustada com base em sensores e na previsão do tempo. Isso garante a otimização do uso da água, e evita o desperdício.

Por que é importante aliar tecnologia na produção

São muitos os benefícios para os produtores rurais que investem em tecnologias. Entre os quais, a garantia de aumento da produtividade e do rendimento, através do monitoramento detalhado das lavouras, já que haverá uma série de dados em tempo real que o agricultor terá acesso, facilitando muito para cada passo a ser tomado.

Leia Também:  Colheita de Soja Avança em Mato Grosso com Menos Chuvas e Preços em Queda

Há também a garantia de melhoria na qualidade dos alimentos produzidos por propriedades que contam com a tecnologia. Caso um produtor rural monitore continuamente todas as etapas da produção, os itens da sua lavoura poderão chegar até a sua destinação final em boas condições de conservação, permitindo que mais pedidos possam ser feitos em épocas de plantio futuras.

Melhorias para a área produzida

A tecnologia para a produção rural também é importante para otimizar o uso de recursos naturais de forma responsável, assim como o uso de produtos químicos. Isso garante que não haja a degradação do solo da sua propriedade.

Além disso, com o uso das tecnologias em propriedades, é possível que os produtores rurais consigam reduzir custos em ações que poderiam gerar intensa mão de obra, como nos processos de plantio e de colheita. Isso permite que haja mais eficiência e segurança para os trabalhadores rurais.

Fonte: Periódico El Emprendedor

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Publicados

em

Por

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Fim da cota chinesa: produtores e governo agora correm para resolver

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Aquecimento global e manejo sustentável reduzem pegada hídrica na produção de leite, aponta estudo

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA