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Usiminas amplia operações portuárias em Cubatão com primeira descarga de fertilizantes da Yara

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A Usiminas realizou, em Cubatão (SP), a primeira operação de descarga de fertilizantes em seu Terminal Marítimo Privativo, marcando um passo importante na estratégia de diversificação logística e de receitas da companhia.

A operação, feita em parceria com a Yara Brasil, movimentou 11,8 mil toneladas do fertilizante YaraBela®, provenientes de Sluiskil, na Noruega, com destino ao Polo Industrial de Cubatão e à unidade misturadora da Yara em Alfenas (MG). O desembarque ocorreu em novembro, consolidando o terminal como uma alternativa eficiente para novas rotas de importação.

Diversificação logística e nova vocação do terminal

Historicamente voltado à cadeia minerometalúrgica, o terminal da Usiminas passa a assumir um papel mais abrangente dentro da logística industrial.

O novo serviço amplia o perfil de cargas movimentadas, tornando o espaço uma opção estratégica para empresas instaladas no Polo Industrial de Cubatão.

Com acesso direto às malhas ferroviária e rodoviária, o terminal oferece operações mais ágeis e menor exposição às filas e restrições enfrentadas em portos públicos da região.

“O Terminal Marítimo Privativo de Cubatão é um ativo logístico estratégico para a Usiminas. Sua integração multimodal e previsibilidade operacional aumentam a eficiência e competitividade das empresas do entorno”, destaca Vinicius Benincasa, gerente sênior de Logística Portuária da Usiminas.

Parceria com a Yara reforça inovação e eficiência

A Yara Brasil, parceira na operação, reforça que o projeto está alinhado à sua estratégia de buscar soluções inovadoras para a cadeia logística de fertilizantes.

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“A Yara busca constantemente alternativas competitivas e sustentáveis. Já fomos pioneiros em operações de cabotagem de fertilizantes a granel no Brasil, no uso de caminhões movidos a GNL e na certificação OEA no setor. Este projeto em Cubatão é mais uma iniciativa que amplia a eficiência da nossa operação”, explica Diego Garcia, gerente de Logística da Yara Brasil.

A iniciativa fortalece o relacionamento entre as duas companhias e demonstra o potencial do terminal em receber novos tipos de carga, abrindo caminho para novas oportunidades logísticas no futuro.

Terminal de Cubatão: posição estratégica e infraestrutura integrada

Situado a cerca de 70 km da Região Metropolitana de São Paulo, o Terminal Marítimo Privativo de Cubatão se destaca pela integração às rodovias Anchieta-Imigrantes e pela conexão ferroviária com as malhas MRS, FCA e ALL.

Essa estrutura garante operações multimodais contínuas e eficientes, posicionando o terminal como uma alternativa logística competitiva para indústrias que buscam reduzir custos e otimizar o transporte de insumos e produtos acabados.

Expansão logística impulsiona desenvolvimento regional

Com essa primeira operação de fertilizantes, a Usiminas demonstra comprometimento com a diversificação e o desenvolvimento regional, consolidando Cubatão como um ponto estratégico da logística industrial paulista.

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A companhia segue avaliando novas parcerias e oportunidades logísticas que possam ampliar o uso do terminal e fortalecer sua presença no setor de infraestrutura portuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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