AGRONEGÓCIO
Potássio é essencial para a segurança alimentar e impulsiona a produtividade agrícola no Brasil
AGRONEGÓCIO
Responsável por conectar produtividade, qualidade nutricional e estabilidade agrícola, o potássio (K) tem se consolidado como um dos pilares da segurança alimentar global. No Brasil — um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo —, o uso eficiente desse nutriente é decisivo para o desempenho das lavouras e o avanço da agricultura moderna.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Ministério da Agricultura, o agronegócio brasileiro exportou US$ 169,2 bilhões em 2025, registrando um crescimento de 3% em relação ao ano anterior. Esse resultado está diretamente ligado à elevação da produtividade agrícola, impulsionada por um manejo nutricional mais técnico e equilibrado.
Papel fisiológico e bioquímico do potássio nas plantas
Segundo Bruno Neves, gerente técnico da BRQ Brasilquímica, o potássio exerce funções vitais na fisiologia e no metabolismo vegetal, sendo ativador de mais de 60 enzimas envolvidas em processos essenciais como fotossíntese, respiração, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos.
Além disso, o nutriente atua na eficiência do uso da água e na assimilação de dióxido de carbono (CO₂), o que se traduz em plantas mais eficientes e produtivas. Diferente de outros nutrientes, o potássio não faz parte de estruturas orgânicas, mas é fundamental para a regulação fisiológica e bioquímica das culturas.
Mais qualidade e rendimento na colheita
O potássio influencia diretamente o enchimento de grãos, frutos, tubérculos e raízes, promovendo a translocação de açúcares, amido, fibras e lipídios. Essa ação garante maior rendimento comercial, padronização dos produtos e melhor conservação pós-colheita.
“O potássio tem impacto direto na eficiência produtiva e na qualidade final das colheitas”, destaca Neves. “Quando o nutriente está disponível em quantidades adequadas, os ganhos em produtividade e valor agregado são significativos.”
Saúde vegetal e resistência a estresses climáticos
Outro benefício crucial do potássio está relacionado à saúde das plantas. O nutriente fortalece as paredes celulares, melhora a integridade das membranas e reduz perdas de solutos celulares, o que aumenta a resistência a estresses abióticos, como seca, frio, calor e salinidade.
“Plantas bem nutridas com potássio são mais resistentes a doenças fúngicas, bacterianas e virais, além de apresentarem menor vulnerabilidade ao ataque de pragas”, acrescenta o especialista da BRQ.
Impacto direto na nutrição humana e animal
Além de fortalecer a produtividade no campo, o potássio também influencia a qualidade nutricional dos alimentos. Culturas bem nutridas acumulam maiores teores de carboidratos, proteínas, minerais e compostos bioativos, resultando em produtos mais saudáveis e energéticos.
Esse efeito se estende à alimentação animal e à cadeia de abastecimento, reforçando o papel do potássio na segurança nutricional e alimentar. O manejo adequado desse nutriente cria um elo sustentável entre solo, planta, animal e ser humano, impactando positivamente a saúde e a eficiência produtiva dos sistemas agropecuários.
Manejo técnico e uso racional do potássio
Na prática agronômica, Neves recomenda uma diagnose integrada de solo e folha para determinar as doses ideais de aplicação. O potássio deve ser aplicado via solo, com complementação foliar em períodos de alta demanda metabólica.
“O uso racional do potássio é essencial para equilibrar produtividade e sustentabilidade”, reforça o gerente técnico da BRQ. “A eficiência técnica e o uso responsável dos insumos precisam caminhar juntos para consolidar uma agricultura sustentável, econômica e nutricionalmente equilibrada.”
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção
O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.
As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.
Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde
O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.
A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.
Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.
“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.
Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.
Paraná lidera produção nacional de cevada
O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.
De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.
Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo
O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.
A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.
Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.
Exportações de carne de peru ganham força
A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.
Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.
No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.
Maior oferta pressiona preços do brócolis
No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.
A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.
Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume
O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.
As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.
Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.
O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.
Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento
Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.
Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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