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Custos de Produção da Soja Sobem em Mato Grosso e Produtor Deve Redobrar Atenção ao Ponto de Equilíbrio
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Alta nos Custos Marca o Início de 2026
Os custos de produção da soja em Mato Grosso apresentaram elevação no início de 2026, conforme análise divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) na segunda-feira (19). De acordo com o Projeto CPA-MT, o custo médio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 4.201,32 por hectare, representando um acréscimo de 0,54% em relação a dezembro de 2025.
Defensivos Impulsionam o Aumento dos Custos
O principal fator responsável pela elevação foi o avanço de 3,04% nas despesas com defensivos agrícolas, que atingiram R$ 1.388,63 por hectare. Esse aumento reflete a maior demanda por insumos e o impacto das oscilações cambiais sobre os preços dos produtos importados, que têm grande participação na composição dos custos de produção.
Custo Operacional Efetivo Também Registra Avanço
O levantamento do Imea ainda aponta que o Custo Operacional Efetivo (COE) foi calculado em R$ 5.879,32 por hectare, um aumento de 0,36% na comparação com o mês anterior. Diante desse cenário, o instituto recomenda que os produtores mantenham atenção especial ao Ponto de Equilíbrio (P.E.), indicador essencial para garantir rentabilidade.
Preço Atual Supera o Custo, Mas Margem é Limitada
Com base na produtividade média dos últimos três anos, de 60,45 sacas por hectare, o preço mínimo necessário para cobrir o COE é de R$ 97,25 por saca. Atualmente, o preço médio comercializado da safra 2026/27 está em R$ 104,99 por saca, valor 7,95% acima do ponto de equilíbrio.
Apesar da margem positiva, o Imea destaca que oscilações de mercado e variações climáticas podem reduzir rapidamente a lucratividade.
Produtividade Necessária para Cobrir Custos Aumenta
Segundo o levantamento, para cobrir os custos operacionais, o produtor precisa alcançar produtividade mínima de 53,48 sacas por hectare, o que representa alta de 0,57% em relação a novembro de 2025. O dado reforça a importância de um manejo eficiente e de estratégias de mitigação de riscos para manter a competitividade da soja mato-grossense.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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