AGRONEGÓCIO
Mercado do boi encerra janeiro com preços firmes e tendência de alta, aponta Cepea
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Oferta restrita mantém preços do boi firmes no fim de janeiro
O mercado pecuário brasileiro terminou o mês de janeiro com preços e volume de negócios em patamares firmes, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Em diversas regiões do país, os valores da arroba apresentaram reajustes, resultado direto da oferta limitada de animais prontos para o abate.
Com a necessidade de completar as escalas de abate, frigoríficos têm aceitado os preços pedidos pelos pecuaristas, o que contribui para sustentar o movimento de alta nas cotações.
Arroba se mantém entre R$ 325 e R$ 330 em São Paulo
No estado de São Paulo, principal referência do mercado nacional, o Cepea aponta que os negócios têm sido fechados, em média, entre R$ 325 e R$ 330 por arroba. Esse patamar reforça a firmeza observada nas negociações ao longo de janeiro, mesmo diante de oscilações pontuais em outras praças pecuárias.
Carne com osso perde fôlego no atacado da Grande São Paulo
Enquanto o boi gordo mantém preços firmes, o mercado atacadista de carne com osso na Grande São Paulo apresentou leve enfraquecimento nos últimos dias do mês. De acordo com o Cepea, os cortes que vinham registrando valorização passaram a enfrentar resistência dos consumidores, reflexo do menor poder de compra no período de pagamento de impostos, como o IPVA, e do fim do mês, quando o consumo tende a diminuir.
Perspectivas: tendência de alta segue no radar
Apesar da leve retração no atacado, o cenário geral segue positivo para o pecuarista. A oferta limitada de animais e a demanda estável dos frigoríficos sustentam a perspectiva de manutenção — e até mesmo avanço — dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro
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