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Mercados globais observam transformação estrutural na economia dos EUA
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A dinâmica recente dos mercados globais tem chamado atenção de investidores e especialistas diante de mudanças estruturais na economia dos Estados Unidos, cuja repercussão vai além de decisões econômicas convencionais. Uma análise do Rabobank sugere que essas transformações refletem uma condução estratégica de Estado, mais próxima de uma reforma sistêmica do que de políticas econômicas tradicionais.
Comparações históricas ajudam a entender o momento atual
O estudo destaca que analogias históricas são úteis para interpretar o cenário contemporâneo. A análise traça um paralelo entre as medidas econômicas lideradas pelo ex-presidente Donald Trump e as reformas promovidas por Mikhail Gorbachev no fim da União Soviética.
Na época soviética, o objetivo era redirecionar a economia de investimentos em capital e produção militar para o consumo, estratégia que acabou falhando e acelerou o colapso do sistema. Hoje, segundo o Rabobank, os Estados Unidos seguem o caminho inverso, buscando deslocar o eixo econômico do consumo e da financeirização para investimento em capital produtivo e indústria militar.
Estratégia americana do “perestroika reversa”
Durante o segundo mandato de Trump, a estratégia passou a incorporar mudanças mais radicais, aumentando os riscos de fracasso. O relatório do Rabobank identifica sinais de desgaste da ordem liberal internacional, que ampliam a incerteza nos mercados globais e no ambiente geopolítico.
Os analistas definem o processo como uma espécie de “perestroika reversa”, em que a intenção é reestruturar a economia nacional de maneira mais profunda, porém com desafios significativos.
Potenciais impactos e riscos para os mercados
Apesar dos riscos, o Rabobank aponta que a estratégia pode gerar resultados positivos, desde que haja ajustes profundos nas estruturas político-econômicas e geopolíticas que sustentam o modelo atual. O relatório mapeia mudanças essenciais para viabilizar esse cenário, mas alerta que o desfecho permanece incerto, dependendo da capacidade de execução e adaptação das instituições envolvidas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Uso de drones na agricultura cresce mais de 10 vezes no Brasil e amplia eficiência na pulverização de lavouras
O uso de drones na agricultura brasileira vem passando por uma forte expansão, impulsionado por ganhos operacionais e pelo aumento da eficiência nas aplicações no campo. Dados do Ministério da Agricultura (MAPA) indicam que o número de equipamentos em operação no país saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025.
Entre os principais fatores que explicam esse crescimento estão o desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, a redução no consumo de insumos e de água, além do aumento da segurança ambiental e do operador. A tecnologia também permite atuação em áreas de difícil acesso e amplia a janela operacional em comparação com equipamentos terrestres.
Estudos da Embrapa apontam maior eficiência na aplicação com drones
Um levantamento técnico da Embrapa, divulgado no documento “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, reúne evidências dos benefícios da tecnologia em diferentes estudos realizados no país.
Entre os principais destaques está a maior penetração das gotas no dossel das plantas, favorecida pelo fluxo de ar gerado pelos rotores. O estudo também aponta maior deposição no terço inferior das culturas — região de difícil alcance para pulverizadores convencionais — com índices até 1,9 vez superiores aos métodos terrestres.
Pulverização com drones mantém eficiência com menor volume de calda
A análise da Embrapa também indica que a pulverização por drones mantém alta eficiência mesmo com volumes reduzidos de calda. Isso amplia a autonomia operacional e a capacidade de cobertura das áreas agrícolas.
Outro ponto relevante é a eliminação de perdas por amassamento de plantas, comuns em operações mecanizadas, que podem chegar a até 7% na cultura da soja e 4,8% no arroz.
Crescimento global é impulsionado por empresas como a DJI Agriculture
A expansão dos drones agrícolas acompanha o avanço de empresas globais como a DJI Agriculture, divisão da fabricante chinesa líder no setor de tecnologia de drones. A companhia desenvolve soluções voltadas à agricultura de precisão, integrando hardware, softwares embarcados, sensores RTK e um ecossistema de eficiência operacional.
Segundo dados da empresa, cerca de 400 mil drones agrícolas da marca estavam em operação no mundo ao final de 2024. O número representa crescimento de 33% em relação ao ano anterior e de 90% na comparação com 2020. A tecnologia já é aplicada em mais de 300 culturas em cerca de 100 países.
DronePro amplia atuação no Brasil e fortalece mercado de drones agrícolas
No Brasil, a DJI Agriculture atua por meio de importadores e parceiros oficiais, responsáveis por garantir padrão de qualidade, suporte técnico especializado e acesso às tecnologias mais recentes. Nesse contexto, destaca-se a DronePro, fundada em 2016 após identificar o potencial da tecnologia no mercado asiático.
Uma das primeiras parceiras oficiais da marca no país, a empresa mantém centro de distribuição e suporte técnico em Marabá (PA), com forte atuação na região Norte. A DronePro também se consolidou como uma das principais distribuidoras da tecnologia no Brasil.
Além da comercialização de equipamentos, a empresa atua na formação de operadores, suporte técnico, consultoria e expansão da rede de revendas, contribuindo para o desenvolvimento do mercado local de drones agrícolas.
Uso de drones se consolida em diversas culturas e regiões do país
Segundo o diretor comercial da DronePro, Marcus Lawder, o drone deixou de ser uma tecnologia experimental e passou a ser uma ferramenta consolidada dentro da operação agrícola brasileira.
Ele destaca que o equipamento já é utilizado em diferentes culturas no país, acompanhando a diversidade produtiva nacional e ganhando relevância especialmente em regiões com limitações à mecanização tradicional.
Região Norte se destaca pelo uso de drones em áreas de difícil acesso
No Norte do Brasil, o uso de drones tem se expandido em culturas como pastagens, grãos, açaí, cacau, abacaxi, banana, citros e arroz sequeiro. O destaque vai para áreas de pastagem, onde o relevo irregular representa um desafio recorrente para operações mecanizadas.
Segundo Lawder, a região apresenta grandes áreas, alta pluviosidade e limitações à mecanização tradicional, o que favorece o uso de pulverização aérea de precisão. A tecnologia permite aplicações eficientes em áreas quebradas ou de difícil acesso, solucionando problemas operacionais frequentes dos produtores rurais.
Equipamentos atendem diferentes modalidades de aplicação no campo
Atualmente, os drones agrícolas disponíveis no mercado atendem diferentes tipos de operação, como pulverização, distribuição de sólidos e atividades especiais, incluindo içamento de cargas.
Os modelos variam conforme capacidade de carga e volume de tanque, permitindo adaptação às diferentes realidades produtivas. Entre as linhas utilizadas estão DJI Agras T25P, DJI Agras T70P e DJI Agras T100.
DronePro lidera importação e investe em desenvolvimento técnico do setor
Nos últimos anos, a DronePro registrou forte crescimento no mercado brasileiro de drones agrícolas. Em 2024, a empresa ocupava a segunda posição em volume de compras junto à DJI. Em 2025, passou ao primeiro lugar, elevando sua participação de 16,3% para 21,1%, o que representa cerca de um quarto do mercado nacional.
Além do desempenho comercial, a empresa investe no desenvolvimento técnico do setor, acompanhando operações de campo, realizando testes práticos com clientes e parceiros e incentivando a geração de conhecimento aplicado, especialmente em culturas como pastagens.
A DronePro também mantém parcerias com instituições de ensino e pesquisa, como a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade do Estado do Pará, a Universidade do Estado do Tocantins e a Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará.
Consolidação do mercado depende de base técnica e científica
Para Marcus Lawder, a consolidação do mercado de drones agrícolas passa pelo fortalecimento da base técnica e científica. Segundo ele, estudos e validações em campo são essenciais para acompanhar a evolução da tecnologia e a ampliação de suas aplicações em diferentes culturas.
O executivo destaca que esse movimento contribui para um entendimento mais consistente dos ganhos operacionais e agronômicos proporcionados pelos drones na agricultura moderna.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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