AGRONEGÓCIO
Setor lácteo inicia 2026 com alta de 1,15% em Goiás, aponta Seapa
AGRONEGÓCIO
O mercado de derivados do leite começou 2026 em alta em Goiás. Segundo o Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano, divulgado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o índice de preços da cesta láctea subiu 1,15% em janeiro em relação a dezembro de 2025. O levantamento aponta que, apesar da elevação média, o comportamento dos preços variou conforme o tipo de produto.
Cremes e queijos lideram valorização em janeiro
Entre os produtos com maior alta, o creme de leite a granel apresentou um expressivo aumento de 9,16%, seguido pelo leite UHT integral, que subiu 2,71%, e pelo queijo muçarela, com avanço de 1,01%. Esses reajustes refletem ajustes sazonais e oscilações de oferta no início do ano, período em que o consumo e os custos de produção tendem a influenciar o comportamento do mercado.
Leite em pó e condensado registram retração
Nem todos os itens acompanharam o movimento de alta. O leite em pó integral apresentou queda de 0,35%, enquanto o leite condensado recuou 1,67%. Segundo a Seapa, essas reduções podem estar relacionadas a ajustes na demanda interna e à maior competitividade entre indústrias e distribuidores no segmento.
Índice reflete desempenho médio do setor lácteo
O índice da cesta láctea goiana é calculado com base na variação dos preços de cinco produtos principais:
- Leite UHT integral
- Leite em pó integral
- Queijo muçarela
- Leite condensado
- Creme de leite a granel
Os itens são ponderados conforme sua participação no mix médio das indústrias de laticínios do estado, permitindo uma leitura precisa sobre o desempenho do setor.
Parceria entre instituições fortalece o monitoramento do mercado
O levantamento é resultado de uma parceria entre o Governo de Goiás, por meio da Seapa, o Instituto Mauro Borges (IMB), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), o Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite) e a Associação Goiana de Supermercados (Agos).
A coleta e análise dos dados são feitas com base em informações do MilkPoint Mercado e na elaboração técnica do IMB, garantindo confiabilidade e transparência ao indicador.
Objetivo é orientar a gestão e o planejamento do setor
De acordo com a Seapa, o boletim busca oferecer uma visão atualizada do desempenho da cadeia láctea goiana e servir como instrumento de referência para produtores, indústrias e formuladores de políticas públicas. O monitoramento periódico dos preços ajuda a identificar tendências e apoiar o planejamento estratégico do setor, que é um dos pilares do agronegócio estadual.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE
A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.
Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.
Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil
No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.
Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.
O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.
Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada
De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.
Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.
Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028
A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.
Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.
A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.
Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia
Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).
A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.
A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.
Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril
Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.
O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.
Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações
A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.
Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.
O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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