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Fundepag aposta em tecnologia e certificação para impulsionar competitividade do agronegócio brasileiro

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Inovação e governança impulsionam a sustentabilidade no campo

A Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) intensifica debates sobre como a união entre tecnologia, métricas e governança pode elevar a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global. A entidade defende que a comprovação técnica dos processos produtivos e o registro preciso de dados ambientais são pilares fundamentais para validar a origem e o impacto das mercadorias agrícolas.

Essas estratégias, segundo a Fundepag, permitem ao Brasil atender de forma mais eficiente às exigências internacionais por transparência e sustentabilidade, fatores cada vez mais valorizados por consumidores e compradores estrangeiros.

Certificação e tecnologia: pilares da confiança no mercado internacional

As discussões conduzidas pela Fundepag reúnem especialistas das áreas de tecnologia, certificação e consultoria agrícola, com o objetivo de criar modelos que integrem dados digitais e práticas sustentáveis.

De acordo com Denys Biaggi, líder de novos negócios da entidade, o alinhamento entre soluções digitais, indicadores de desempenho e gestão eficiente é essencial para fortalecer a confiança entre produtores, indústrias e consumidores.

“A integração entre tecnologia e governança garante credibilidade, transparência e valor agregado à produção agro, impulsionando sua aceitação nos mercados internacionais”, destacou Biaggi.

Práticas regenerativas e mensuração de carbono ganham força

O consultor da Fundepag, Fernando Naufal, aponta que o futuro do agronegócio está ligado à adoção de práticas regenerativas e à mensuração de carbono. Ele cita o uso de biochar, técnicas de recuperação do solo e o atendimento a requisitos regulatórios ambientais como estratégias para conectar produtores a compradores comprometidos com a sustentabilidade.

“A regeneração baseada em dados técnicos aproxima o campo de mercados que remuneram boas práticas e incentivam a preservação ambiental”, afirmou Naufal.

Além disso, a implementação de sistemas digitais de rastreabilidade é vista como um diferencial competitivo. Esses sistemas permitem acompanhar desde a origem e qualidade dos produtos até as condições de transporte, aumentando a transparência ao longo de toda a cadeia produtiva.

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Rastreabilidade e auditorias elevam a credibilidade do agronegócio

Especialistas ressaltam que a infraestrutura tecnológica é um ponto-chave para garantir a competitividade. O uso de plataformas digitais para monitorar e comprovar o cumprimento de normas técnicas e padrões de qualidade amplia o acesso a mercados que exigem alto nível de conformidade.

As auditorias e certificações internacionais são apresentadas como ferramentas estratégicas para fortalecer a governança corporativa e consolidar a imagem do agronegócio brasileiro como referência global em sustentabilidade e qualidade.

Digitalização e certificação: caminho para um agronegócio mais competitivo

Segundo Denys Biaggi, a expansão do agronegócio brasileiro depende diretamente da integração entre digitalização e certificação. A combinação desses elementos reduz perdas, previne fraudes e aumenta a segurança no processo de comercialização.

“A convergência entre tecnologia, métricas e governança fortalece a credibilidade dos produtos de origem rural, amplia a competitividade e consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos sustentáveis”, concluiu o executivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

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Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

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Fonte: Pensar Agro

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