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Produção mundial de carne suína em 2026 será desigual, com desafios sanitários e incertezas no comércio internacional

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Crescimento da produção suína será desigual em 2026

O cenário da suinocultura mundial em 2026 deve ser marcado por um crescimento desigual entre os principais países produtores. A avaliação é do relatório Global Pork Quarterly Q4 2025, elaborado pela RaboResearch, braço de pesquisa do banco global Rabobank, que identifica um ambiente de incertezas sanitárias, comerciais e estruturais impactando a produção global de carne suína.

Segundo o estudo, fatores como custos elevados de construção, restrições comerciais e desafios de biossegurança continuarão influenciando decisões de investimento e expansão da atividade. A tendência, portanto, é de crescimento cauteloso, com foco em ganhos de produtividade e redução de custos operacionais.

Estados Unidos, China e União Europeia puxam alta no primeiro semestre

A RaboResearch prevê aumento da produção global de carne suína no primeiro semestre de 2026, impulsionado por Estados Unidos, União Europeia e China, que devem registrar um crescimento moderado. Já o Brasil tende a manter estabilidade produtiva, sustentado por eficiência operacional e bom desempenho nas exportações, consolidando-se como um dos principais exportadores mundiais do setor.

De acordo com Chenjun Pan, analista sênior de proteína animal da RaboResearch, os motores de crescimento variam por região. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa o avanço é sustentado por ganhos de produtividade, na China o tamanho do rebanho ainda tem papel determinante sobre o volume produzido.

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Redução de rebanhos deve frear crescimento global no segundo semestre

Para o segundo semestre de 2026, o relatório prevê desaceleração ou até retração da produção mundial. A tendência é atribuída à redução dos rebanhos chineses, em um esforço para equilibrar oferta e demanda, e às restrições comerciais enfrentadas pela Espanha devido à Peste Suína Africana (PSA), que têm levado à diminuição do plantel.

Comércio internacional deve manter volatilidade

No comércio global, a volatilidade registrada em 2025 tende a persistir em 2026. Enquanto o Brasil aumentou suas exportações de carne suína em 12% no último ano, Estados Unidos e Canadá apresentaram retrações de um dígito. O relatório alerta que ajustes nas políticas de importação de grandes mercados devem manter o ambiente instável e imprevisível.

Entre os principais fatores citados estão:

  • Cotas de importação no México para países fora de acordos de livre comércio;
  • Investigações antidumping e antissubsídios sobre a carne suína dos EUA;
  • Taxas antidumping impostas pela China sobre importações da União Europeia;
  • Restrições do Japão e das Filipinas à carne espanhola, devido a preocupações com a PSA.
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Brasil pode ampliar presença no mercado chinês

O Rabobank também destaca incertezas nas exportações de miúdos da União Europeia para a China, cenário que abre oportunidades para o Brasil ampliar sua presença no mercado asiático. Com base nos dados de 2025, a RaboResearch avalia que as exportações europeias devem perder força no quarto trimestre, pressionadas por tarifas adicionais e maior oferta interna chinesa, resultado da redução planejada de rebanhos locais.

Desafios sanitários seguem preocupando a suinocultura global

As doenças suínas continuam sendo uma das principais ameaças ao setor em 2026. Países como Vietnã e Filipinas ainda lutam para recuperar a produção doméstica, afetada pela Peste Suína Africana, enquanto Espanha enfrenta pressões regulatórias mesmo sem surtos diretos, devido ao endurecimento das exigências de biossegurança.

Além disso, a Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS) segue impactando Estados Unidos e México, e os avanços científicos no controle da doença ainda são lentos. Apesar disso, a indústria tem investido em vacinas e estratégias regionais de contenção, sinalizando um movimento gradual de resposta aos desafios sanitários que seguem moldando o futuro da suinocultura mundial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor canavieiro do Nordeste alerta para risco de colapso com possível abertura do mercado de etanol aos EUA

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A possível flexibilização das tarifas de importação sobre o etanol norte-americano voltou a gerar preocupação entre representantes do setor sucroenergético brasileiro. A Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) avalia que uma eventual abertura do mercado nacional ao etanol de milho produzido nos Estados Unidos poderá provocar impactos severos sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar no Nordeste.

Segundo o vice-presidente da entidade, Alexandre Andrade Lima, a medida teria potencial para comprometer a viabilidade econômica de usinas, produtores independentes e milhares de empregos ligados ao setor na região.

Feplana vê ameaça à competitividade da produção nordestina

De acordo com o dirigente, a redução ou eliminação das tarifas aplicadas aos países de fora do Mercosul abriria espaço para uma concorrência considerada desigual com o etanol norte-americano, produzido majoritariamente a partir do milho.

Na avaliação da entidade, o setor sucroenergético nordestino já enfrenta desafios relacionados aos custos de produção, à concorrência de combustíveis fósseis e às condições de mercado, fatores que poderiam ser agravados pela entrada de maiores volumes de etanol importado.

A Feplana argumenta que a medida colocaria em risco a sustentabilidade econômica de diversas unidades industriais da região, além de afetar fornecedores de cana e trabalhadores do campo e da indústria.

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Pressão dos Estados Unidos aumenta debate sobre tarifas

O tema ganhou força após a divulgação de relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que defende maior acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro.

Segundo representantes do setor canavieiro, os Estados Unidos alegam que existem barreiras comerciais que dificultam a entrada do biocombustível produzido naquele país. Já a Feplana sustenta que a tarifa aplicada pelo Brasil segue as regras estabelecidas para produtos originários de países fora do Mercosul e não representa uma medida direcionada especificamente aos norte-americanos.

A entidade também destaca que o açúcar brasileiro enfrenta limitações para acessar o mercado dos Estados Unidos, por meio de cotas e mecanismos tarifários adotados pelo país.

Debate envolve subsídios e concorrência internacional

Outro ponto levantado pelo setor produtivo está relacionado aos programas de incentivo existentes nos mercados internacionais.

Segundo Alexandre Andrade Lima, produtores brasileiros enfrentam desafios adicionais decorrentes da política de preços dos combustíveis no mercado interno, enquanto os produtores norte-americanos contam com mecanismos de apoio à produção agrícola, especialmente voltados à cadeia do milho, principal matéria-prima do etanol fabricado nos Estados Unidos.

Na avaliação da Feplana, essa diferença de condições competitivas deve ser considerada em eventuais negociações comerciais envolvendo o biocombustível.

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Governo analisa alternativas para o comércio bilateral

O debate ocorre em meio a estudos conduzidos por órgãos do governo federal sobre possíveis ajustes na política comercial relacionada ao etanol. As discussões envolvem diferentes áreas da administração pública, incluindo comércio exterior, desenvolvimento econômico e política fiscal.

Representantes do setor sucroenergético acompanham as tratativas com atenção e defendem a manutenção de mecanismos que preservem a competitividade da produção nacional.

Cadeia sucroenergética tem papel estratégico na economia regional

O Nordeste concentra importante parcela da produção brasileira de cana-de-açúcar, além de reunir usinas, fornecedores independentes, cooperativas e milhares de trabalhadores ligados direta e indiretamente à atividade.

Para lideranças do setor, qualquer alteração nas condições de acesso ao mercado brasileiro deve considerar os impactos econômicos e sociais sobre a cadeia produtiva regional, que desempenha papel relevante na geração de emprego, renda e desenvolvimento em diversos municípios.

Diante das discussões em curso, entidades representativas reforçam a defesa de políticas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições equilibradas de concorrência para o setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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