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Colheita de soja atinge 14% no Paraná; feijão e cana-de-açúcar apresentam bom desempenho

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Soja e milho avançam sob clima desafiador

A colheita de soja no Paraná alcançou 14% da área total, enquanto o milho primeira safra chegou a 10%, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). O avanço ocorre em um cenário de forte contraste térmico, com calor acima de 30°C no Oeste e Noroeste e tempestades severas no fim da semana passada.

O milho primeira safra está na fase de maturação e colheita, com produtividades superiores à média histórica e grãos de boa qualidade. Paralelamente, o plantio da segunda safra segue nas áreas liberadas, apresentando boa germinação inicial.

A soja registra ritmo variável de colheita: lento em algumas regiões e acelerado em outras, beneficiado pelo tempo seco. Produtores enfrentam estresse hídrico e altas temperaturas, demandando manejo técnico para garantir produtividade.

Feijão tem primeira safra consolidada e segunda em início de plantio

A primeira safra de feijão está praticamente colhida em mais de 90% das áreas, com melhora de produtividade e recuperação nos preços. Já a segunda safra avança de forma mais lenta, limitada pela escassez de umidade no solo, mesmo com o início da semeadura nas áreas liberadas.

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Hortaliças, frutas e batata exigem manejo atento ao clima

No setor de hortaliças e frutas, as condições climáticas e de mercado exigem estratégias de adaptação. Hortaliças de campo aberto demandam irrigação constante devido às altas temperaturas e chuvas abaixo da média.

Na região Sul, a maçã apresenta produtividade elevada, enquanto a colheita da cebola foi finalizada com resultados dentro do esperado. A batata da segunda safra está na fase de preparo do solo, com atenção à umidade residual para garantir germinação adequada.

Cana-de-açúcar mantém desenvolvimento vigoroso

A cana-de-açúcar segue com crescimento vegetativo saudável, favorecida por manejos técnicos adequados. A combinação de sol e umidade disponível contribui para o acúmulo de biomassa, garantindo boa produtividade.

Clima exige atenção redobrada dos produtores

O Deral, com base em dados do Simepar, destacou que a semana começou com calor intenso acima de 30°C no Oeste e Noroeste do Estado, seguido por tempestades severas na quinta-feira (29). Esse padrão climático exige atenção e comprometimento dos produtores, fundamentais para garantir a produtividade final das culturas de verão.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carnes de Santa Catarina atingem recorde histórico e superam US$ 2 bilhões em 2026

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Santa Catarina registrou o melhor desempenho de sua história nas exportações de carnes nos cinco primeiros meses de 2026, consolidando sua posição como uma das principais potências exportadoras do agronegócio brasileiro. O resultado reforça a competitividade da produção catarinense e a confiança dos mercados internacionais no rigoroso sistema de defesa sanitária do estado.

De janeiro a maio, os embarques de carnes — incluindo frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos — somaram 883,7 mil toneladas, gerando receitas de US$ 2,01 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 7,4% em volume e de 12,1% em faturamento.

Os dados, divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), representam o melhor resultado da série histórica para o período, tanto em quantidade exportada quanto em valor gerado.

Carne suína alcança maior resultado da série histórica

A suinocultura catarinense manteve trajetória de crescimento e registrou números recordes nos cinco primeiros meses do ano.

O estado exportou 308,4 mil toneladas de carne suína, com receitas de US$ 771,2 milhões. Os volumes representam avanço de 3% nas exportações e de 6,3% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado.

O desempenho consolida Santa Catarina como principal exportador brasileiro de carne suína e evidencia a crescente demanda internacional pelo produto catarinense.

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Exportações de carne de frango avançam quase 10%

A avicultura também apresentou forte expansão em 2026. Entre janeiro e maio, Santa Catarina embarcou 543,1 mil toneladas de carne de frango, gerando receitas de US$ 1,15 bilhão.

Em comparação ao mesmo período de 2025, o crescimento foi de 9,4% em volume e de 13,5% em faturamento.

O resultado representa o maior valor já registrado para os cinco primeiros meses do ano desde o início da série histórica, em 1997, além de configurar o segundo maior volume exportado para o período.

Sanidade animal impulsiona acesso aos mercados mais exigentes

Para o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os números refletem décadas de investimentos em sanidade animal, qualidade produtiva e defesa agropecuária.

Segundo ele, o patrimônio sanitário catarinense é um dos principais diferenciais competitivos do estado e tem sido decisivo para a abertura e manutenção de mercados internacionais de alto valor agregado.

Atualmente, as carnes produzidas em Santa Catarina são exportadas para mais de 150 destinos, incluindo mercados estratégicos como Japão, Coreia do Sul, China, União Europeia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Países Baixos.

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, destaca que a presença consolidada nesses mercados é resultado da confiança construída ao longo de décadas na qualidade, segurança e rastreabilidade dos produtos catarinenses.

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Santa Catarina é referência nacional em defesa sanitária

O estado possui um dos sistemas sanitários mais avançados do Brasil e acumula importantes reconhecimentos internacionais.

Em 2007, Santa Catarina tornou-se o primeiro estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2015, recebeu também o status de zona livre de peste suína clássica.

Além disso, apresenta os menores índices nacionais de brucelose bovina e está entre os estados com menor incidência de tuberculose bovina.

Outro diferencial é o sistema de rastreabilidade animal. Santa Catarina foi pioneira no país ao implantar a identificação individual de todos os bovinos e bubalinos, permitindo controle sanitário rigoroso e maior transparência ao longo de toda a cadeia produtiva.

Agronegócio catarinense fortalece presença global

O desempenho histórico das exportações confirma a força do agronegócio catarinense no cenário internacional. Com elevados padrões sanitários, tecnologia, rastreabilidade e eficiência produtiva, o estado amplia sua participação no comércio global de proteínas animais e reforça sua posição entre os principais fornecedores mundiais de carnes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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