AGRONEGÓCIO
Nova rotulagem frontal muda hábitos de 6 em cada 10 brasileiros, aponta pesquisa
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Rotulagem frontal da Anvisa altera comportamento alimentar
A nova rotulagem frontal de alimentos, implementada pela Anvisa, está transformando os hábitos de consumo no Brasil. Segundo levantamento da plataforma MyTS, 58% dos consumidores brasileiros relatam mudanças em suas escolhas de compra após a adoção dos alertas visuais que destacam excesso de açúcares, gorduras saturadas e sódio.
O chamado “selo de alerta” influencia a decisão no ponto de venda, com quase metade dos entrevistados priorizando produtos mais saudáveis. A medida reforça a rotulagem como ferramenta educativa e de impacto direto para o consumidor.
Gerações Z e Alpha lideram mudança no consumo
O estudo mostra que gerações mais jovens são as mais influenciadas pela nova rotulagem. Usuários intensivos de tecnologia e aplicativos nutricionais escaneiam produtos antes de comprar, em busca de informações claras e confiáveis.
Valmir Rodrigues, CEO da MyTS, afirma:
“O consumidor atual quer clareza, não complexidade.”
Essa tendência reflete um movimento global por transparência alimentar, com exemplos nos Estados Unidos, onde legisladores estaduais discutem restrições a aditivos sintéticos e alimentos ultraprocessados, especialmente em escolas.
Apps de nutrição reforçam impacto da rotulagem
Com mais de 80 milhões de usuários globalmente, aplicativos como Yuka se consolidam como aliados do consumidor, fornecendo notas e alertas sobre excessos nutricionais. O uso de ferramentas digitais facilita a interpretação das informações e reforça a eficácia da rotulagem frontal na promoção de escolhas conscientes.
Especialistas alertam para uso moderado
Apesar dos benefícios, profissionais de saúde destacam a necessidade de moderação. A nutricionista Carolina Codicasa, da plataforma Starbem, lembra que:
“A alimentação não deve ser resumida a listas de proibidos e permitidos.”
Para adolescentes e jovens, excesso de vigilância pode gerar ansiedade alimentar ou até distúrbios. A psicóloga Ticiana Paiva reforça:
“Essas ferramentas são positivas quando promovem autonomia, mas prejudiciais se geram culpa constante.”
Indústria precisa se adaptar à nova lógica de consumo
Para o setor alimentício, transparência se tornou diferencial competitivo. Valmir Rodrigues observa que transformar dados técnicos em informação acessível é essencial:
“A rastreabilidade não deve ser só um registro interno, mas uma linguagem de confiança direta com o consumidor.”
Marcas que oferecem informação visual, simples e objetiva ganham vantagem, mostrando que inovação na comunicação é tão importante quanto na formulação dos produtos.
Rotulagem frontal redefine relação entre saúde e consumo
Ao transformar o rótulo em ferramenta de escolha consciente, a rotulagem frontal da Anvisa indica um novo caminho na relação entre consumidor, saúde e indústria. O desafio é equilibrar informação clara com responsabilidade nutricional e psicológica, promovendo escolhas saudáveis sem gerar pressão ou culpa.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Alta de invasões impulsiona campanha “Invasão Zero” e pressiona por lei mais dura
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a reação às invasões de propriedades rurais com a campanha “Invasão Zero”, que reúne um conjunto de propostas legislativas e medidas de pressão institucional para endurecer o combate às ocupações no campo.
A iniciativa ganha força em meio ao aumento recente dos casos. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) aponta 33 invasões registradas entre janeiro e meados de abril deste ano, sendo 14 apenas neste mês. Do total, 32 episódios foram atribuídos ou vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Para a bancada ruralista, o avanço das ocupações amplia a insegurança jurídica e afeta decisões de investimento no setor. A avaliação é de que o cenário pode comprometer a produção, sobretudo em regiões de fronteira agrícola, onde a expansão depende de maior previsibilidade institucional.
Como resposta, a FPA articula um pacote de projetos no Congresso. Entre eles está o Projeto de Lei 4.432/2023, que cria o Cadastro Nacional de Invasões de Propriedades (CNIP), com integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). A proposta busca centralizar dados, facilitar a identificação de envolvidos e dar suporte às ações de segurança.
Outro eixo da ofensiva é o endurecimento das penas. O Projeto de Lei 1.198/2023 propõe alterar o Código Penal para elevar a punição por esbulho possessório, hoje limitada a detenção de um a seis meses, para reclusão de quatro a oito anos, além de multa. Já o Projeto de Lei 6.612/2025 cria uma tipificação específica para invasões de propriedades rurais, com penas que podem chegar a dez anos, agravadas em casos de áreas produtivas ou ações coletivas.
No mesmo pacote, propostas buscam restringir o acesso de invasores a políticas públicas. Um dos textos em tramitação prevê a exclusão de ocupantes irregulares de programas de reforma agrária e o bloqueio temporário de crédito subsidiado, benefícios fiscais e contratos com o poder público.
A ofensiva legislativa ocorre em um contexto mais amplo de debate sobre a política fundiária. Dados do mostram que o Brasil tem cerca de 1,1 milhão de famílias assentadas, mas ainda enfrenta desafios estruturais na geração de renda e na integração produtiva dessas áreas. Para a FPA, a solução passa por tratar a reforma agrária como política técnica, com foco em infraestrutura, assistência e viabilidade econômica, e não por meio de ocupações.
A campanha “Invasão Zero” deve orientar a atuação da bancada ao longo de 2026, com prioridade para projetos que ampliem a segurança jurídica no campo e estabeleçam regras mais rígidas para ocupações ilegais. O tema tende a ganhar espaço na agenda do Congresso, especialmente diante da pressão de produtores e entidades do setor.
Fonte: Pensar Agro
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