AGRONEGÓCIO
Preço da mandioca reage em fevereiro após quatro semanas de queda, aponta Cepea
AGRONEGÓCIO
Mercado da Mandioca Mostra Recuperação no Início de Fevereiro
Após um mês de desvalorização, o preço médio da raiz de mandioca voltou a subir na primeira semana de fevereiro, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).
A recuperação foi registrada em parte das regiões acompanhadas pelo instituto e indica uma reversão pontual no cenário de queda que vinha sendo observado desde janeiro.
Motivos da Alta: Menor Oferta e Condições Climáticas
De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço nos preços está diretamente ligado à redução na oferta de raízes. Esse movimento foi influenciado por dois fatores principais:
- Retração dos produtores, que reduziram o volume colhido em função da rentabilidade limitada;
- Chuvas irregulares, que dificultaram a colheita em diversas áreas produtoras, impactando o abastecimento das fecularias.
Com isso, a menor disponibilidade do produto no mercado elevou a cotação média da mandioca nos primeiros dias do mês.
Cotações da Semana e Comparativo Anual
Na semana passada, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 467,86, o que corresponde a R$ 0,8137 por grama de amido.
O resultado representa alta de 1,3% em relação à semana anterior, segundo levantamento do Cepea.
Entretanto, quando comparado ao mesmo período de 2025, o preço nominal ainda apresenta queda de 22,1%.
Em termos reais, considerando a correção pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a desvalorização chega a 27,9%.
Perspectivas para o Setor de Raízes e Féculas
Analistas do setor destacam que a tendência para as próximas semanas dependerá das condições climáticas e do ritmo da colheita.
Se o clima continuar instável e os produtores mantiverem postura cautelosa, os preços podem seguir firmes a curto prazo.
Por outro lado, uma retomada mais forte da colheita pode gerar novo equilíbrio entre oferta e demanda, limitando avanços adicionais nas cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
El Niño eleva risco climático na Bacia do Paraná e acende alerta para produtores rurais e seguro agrícola
A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño ao longo de 2026 aumenta o nível de incerteza climática para produtores rurais da Bacia Hidrográfica do Paraná, uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro. O cenário acende alerta para riscos de seca, excesso de chuvas e impactos diretos na produtividade agrícola e no mercado de seguro rural.
Um estudo desenvolvido pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), analisou a relação entre fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos extremos, além dos efeitos sobre indicadores de sinistralidade do seguro rural.
A área estudada envolve estados estratégicos como São Paulo e Paraná, que concentram parte relevante da produção nacional de grãos, especialmente soja, milho e outras culturas essenciais para o agronegócio.
NOAA aponta alta probabilidade de formação do El Niño em 2026
De acordo com projeção da NOAA divulgada em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de avanço para 96% até dezembro de 2026.
O cenário indica um curto período de neutralidade climática, seguido por transição para o fenômeno ao longo de 2026, com possibilidade de manutenção até o fim do ano.
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica e influenciando regimes de chuva em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Agricultura e seguro rural são diretamente impactados por variações climáticas
Segundo o estudo, as variações climáticas provocadas por fenômenos como El Niño e La Niña afetam diretamente a disponibilidade hídrica, a produtividade agrícola e o nível de perdas no seguro rural.
A proposta do IRB(P&D) é integrar indicadores climáticos globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade do seguro agrícola, permitindo uma leitura mais ampla dos riscos.
“O objetivo é conectar sinais climáticos de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).
A metodologia também pode auxiliar na melhoria de estratégias de subscrição, monitoramento de carteiras e gestão de riscos no setor de seguros rurais.
Bacia do Paraná concentra forte relevância econômica e agrícola
A Bacia Hidrográfica do Paraná reúne áreas de alta relevância para o agronegócio brasileiro, com forte presença de produção agrícola e importância econômica e energética.
Somente nos estados de São Paulo e Paraná, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 1,3 trilhão em 2023, com grande parte desse resultado oriunda de municípios inseridos na bacia.
Como a atividade agrícola da região depende fortemente da regularidade das chuvas, períodos de déficit hídrico durante fases críticas das culturas podem resultar em perdas de produtividade e impactos econômicos significativos.
Impactos do El Niño variam entre regiões do Brasil
O estudo aponta que os efeitos do El Niño não são uniformes no território nacional e variam conforme a região.
No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a aumentar o risco de redução de chuvas, estiagens prolongadas e estresse hídrico nas lavouras. Já no Sul do Brasil, o padrão mais comum está associado ao aumento de precipitações e maior probabilidade de eventos extremos, incluindo cheias.
Apesar disso, o IRB(P&D) reforça que a relação entre El Niño e impactos climáticos não é linear e deve ser analisada com base em recortes regionais.
“O sinal existe, é monitorável e deve ser considerado na avaliação de risco, mas não determina sozinho o que ocorrerá em cada região ou atividade produtiva”, destaca Reinaldo Marques.
Monitoramento climático é chave para reduzir riscos no campo
Diante do aumento da probabilidade do fenômeno, especialistas reforçam a importância do monitoramento climático contínuo e da adoção de estratégias de gestão de risco no agronegócio.
Embora o El Niño possa indicar tendências, sua intensidade e efeitos variam significativamente, exigindo cautela nas interpretações e planejamento regionalizado por parte de produtores, seguradoras e agentes do setor agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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