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Safrinha 2026 desafia produtores a reforçar planejamento financeiro diante de custos e riscos elevados

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Fevereiro marca o período mais decisivo da Safrinha 2026

O mês de fevereiro é considerado um dos mais críticos para o sucesso da safrinha 2026, tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro. É nesse período que os produtores rurais concentram decisões importantes sobre compra de insumos, contratação de serviços agrícolas e organização do fluxo de caixa, fatores que determinam a sustentabilidade da operação ao longo do ciclo produtivo.

Com custos de produção elevados, margens mais estreitas e incertezas climáticas ainda presentes, o desafio vai além do campo: garantir previsibilidade financeira tornou-se indispensável para manter a lavoura e o negócio em equilíbrio até a colheita.

Planejamento financeiro se torna diferencial competitivo no campo

Especialistas apontam que o planejamento financeiro estruturado é hoje tão importante quanto o manejo agronômico. Produtores que conseguem antecipar despesas, organizar o crédito rural e controlar o fluxo de caixa de forma eficiente tendem a ter maior estabilidade e menor exposição a imprevistos.

Nesse contexto, o crédito rural deixa de ser visto apenas como uma alternativa emergencial e passa a integrar a gestão estratégica do agronegócio. Essa mudança de postura permite que o produtor mantenha o foco nas decisões técnicas, sem comprometer a execução por falta de capital de giro.

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Produtor preparado enfrenta melhor o cenário de custos altos

De acordo com Romário Alves, CEO da Sonhagro, a safrinha de 2026 reforça a necessidade de uma nova mentalidade na gestão rural.

“O produtor que enxerga o crédito como parte do planejamento e não como solução de última hora atravessa a safra com mais estabilidade. Em um ambiente de custos altos e riscos constantes, o preparo financeiro é o que sustenta a tomada de decisão no campo”, explica.

Alves destaca que fevereiro é um mês decisivo justamente por concentrar escolhas que influenciam o resultado de toda a safra.

“Quando o produtor estrutura o fluxo de caixa e acessa crédito no momento certo, ele evita gargalos financeiros e preserva a capacidade de investir na lavoura até a colheita”, completa.

Crédito e gestão: pilares da sustentabilidade da segunda safra

A segunda safra, conhecida como safrinha, tem papel estratégico no volume total de grãos do país e, portanto, exige um planejamento financeiro robusto. Em um ambiente cada vez mais competitivo, a gestão eficiente dos recursos e o acesso adequado ao crédito são fatores que diferenciam produtores sustentáveis daqueles que enfrentam maiores dificuldades ao longo do ciclo produtivo.

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Mais do que plantar bem, o produtor precisa estar financeiramente preparado para sustentar a operação do início ao fim — equilibrando custos, investimentos e riscos —, mesmo diante das constantes oscilações do mercado e do clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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