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Brasileia: MPAC emite recomendação para segurança de crianças e adolescentes durante o Carnaval
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Brasileia, emitiu recomendação para orientar a segurança e o controle da entrada de crianças e adolescentes durante o Carnaval no município. O documento também trata de medidas para impedir a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas a esse público nos locais dos eventos.
A recomendação é dirigida a responsáveis por clubes, boates, casas noturnas, bares e demais estabelecimentos que realizem festas e eventos abertos ao público, além dos locais que vendem bebidas alcoólicas. A orientação é para que seja feito controle de acesso, de forma a não permitir a entrada ou a permanência de crianças e adolescentes desacompanhados dos pais ou responsável legal, em desacordo com a portaria judicial em vigor.
O texto orienta que a entrada só seja permitida mediante apresentação de documentos de identificação da criança ou adolescente e de seus pais ou responsável, incluindo os documentos de guarda ou tutela. Caso não haja documentação ou exista dúvida sobre sua autenticidade, o acesso não deve ser autorizado. Quando a criança ou adolescente estiver acompanhado, os pais ou responsáveis devem ser orientados a não deixá-los sozinhos no local.
O MPAC também recomenda que os responsáveis pelos estabelecimentos não vendam, forneçam ou sirvam bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes. A orientação é para que sejam colocados avisos visíveis ao público informando a proibição e que a conduta constitui crime. O documento ainda orienta que os estabelecimentos ajudem a impedir que terceiros ofereçam bebidas a menores dentro dos locais, interrompendo a venda e acionando a Polícia Militar quando a situação for constatada.
Outra orientação é que, havendo dúvida sobre a idade de quem estiver comprando ou recebendo bebida alcoólica, seja solicitado documento de identidade. Também deve ser garantido o acesso dos representantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, do Conselho Tutelar e dos órgãos de segurança pública aos eventos, para fiscalização do cumprimento das regras.
Por fim, a recomendação orienta que sejam afixadas, em local visível, cópias da portaria judicial sobre o acesso de crianças e adolescentes aos eventos, assim como da própria recomendação, e que essas informações sejam repassadas ao público no momento da venda de ingressos ou da distribuição de convites.
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.
Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.
A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).
“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.
“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.
“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.
O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.
“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.
Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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