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Setor Avícola Paulista Enfrenta Queda no Poder de Compra do Frango, Mas Ovos Recuperam Rentabilidade

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O setor avícola paulista apresenta cenários distintos entre carnes e ovos neste início de 2026. Enquanto a queda nos preços do frango vivo pressiona o poder de compra do produtor, a valorização expressiva dos ovos no mercado interno proporciona recuperação da rentabilidade frente aos principais insumos, como milho e farelo de soja.

Frango vivo: retração no poder de compra do avicultor paulista

Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), fevereiro marca o quarto mês consecutivo de retração no poder de compra do avicultor paulista em relação a milho e farelo de soja.

Até o dia 25 de fevereiro, o frango vivo apresentou média de R$ 5,04/kg no estado, queda de 2,1% frente a janeiro. Com isso, a venda de 1 kg do animal permite ao produtor comprar 4,47 kg de milho, 1,9% a menos que no mês anterior, e 2,73 kg de farelo de soja, 2,6% abaixo de janeiro.

Pesquisadores destacam que o ritmo recorde das exportações brasileiras ajuda a evitar desvalorização ainda mais acentuada, mas os produtores seguem com margens de lucro pressionadas.

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Ovos: forte valorização impulsiona poder de compra

Diferente do frango, os ovos registraram alta expressiva neste início de ano, revertendo meses de perda de poder de compra. Em Bastos (SP), principal polo produtor do país, os preços médios até o dia 25 de fevereiro foram:

  • Ovo branco tipo extra: R$ 147,98/cx (30 dúzias), alta de 36,7% frente a janeiro;
  • Ovo vermelho: R$ 166,57/cx, avanço de 37% em relação ao mês anterior.

O aumento reflete aquecimento da demanda no mercado interno e reforça a relação de troca do avicultor com os insumos da produção.

Relação de troca com milho e farelo de soja melhora

Com a valorização dos ovos, a capacidade de compra de insumos pelos avicultores aumentou significativamente:

  • Milho: 131,22 kg com a venda de uma caixa de ovos brancos e 147,77 kg com ovos vermelhos, avanços de 36,7% e 37,1% respectivamente;
  • Farelo de soja: 80,27 kg com ovos brancos e 90,40 kg com ovos vermelhos, altas de 41,3% e 41,7%.

Os dados indicam que a valorização dos ovos traz alívio financeiro aos produtores, que vinham enfrentando pressão constante sobre custos e margens nos últimos meses.

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Perspectivas para o setor avícola

O Cepea aponta que a recuperação do poder de compra proporcionada pelos ovos representa um importante reforço à rentabilidade do setor de postura. Já no segmento de frango vivo, o avicultor paulista segue atento à estabilidade dos preços e à evolução da demanda interna e externa, que deve influenciar o ritmo das negociações nos próximos meses.

O comportamento do mercado de insumos, aliado às oscilações nos preços das proteínas, continuará determinando a sustentabilidade econômica dos avicultores paulistas em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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