RIO BRANCO
Search
Close this search box.

ACRE

Parceria entre Estado e organização da sociedade civil entrega 80 certificações em cursos profissionalizantes na capital

Publicados

ACRE

Com colaboração de Raíça Sousa

Uma parceria realizada entre o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), e a Organização da Sociedade Civil Instituto Vida Plena, entregou 80 certificações em três cursos profissionalizantes, nesta quarta-feira, 4, em Rio Branco.

Os formandos foram certificados nos cursos de Eletricista Residencial e Instalador, Manutenção de Máquina de Lavar Roupa e Atendente de Farmácia. As capacitações tiveram recursos de emenda parlamentar do deputado estadual André Vale.

Novos profissionais foram certificados nos cursos de Eletricista Residencial e Instalador, Manutenção de Máquina de Lavar Roupa, Filmagem com Drone, e Balconista de Farmácia. Foto: Karolini Oliveira/Sete

Para Josiane dos Santos, a certificação no curso de Atendente de Farmácia é mais um preparo para o mercado de trabalho: “Para mim, significa uma oportunidade a mais. Eu estava desempregada e isso vai contar muito no meu currículo a partir de agora”.

Josiane dos Santos foi certificada no curso de Atendente de Farmácia. Foto: Uêslei Araújo/Sete

Certificado no curso de Eletricista Residencial, o concludente Emanoel Rodrigues conta que já atuava na área, mas que buscou se especializar e o aprendizado irá somar no exercício da sua profissão: “Estou muito satisfeito com o curso e vai abranger muito na minha área. No início tivemos algumas dificuldades para aprender sobre a matéria, mas com a ajuda dos professores e da instituição, fomos aperfeiçoando os nossos atendimentos e conseguimos concluir o curso com êxito”.

Concludente Emanoel Rodrigues se especializou no curso de Eletricista Residencial. Foto: Uêslei Araújo/Sete

Para o presidente do Instituto Vida Plena, Roniere Xavier, o papel da instituição é o de qualificar e contribuir positivamente com a sociedade riobranquense. “Hoje estamos concluindo mais uma etapa de cursos profissionalizantes. São mais de 80 pessoas formando nos cursos de eletricista residencial, manutenção de máquina de lavar, filmagem com drone e balconista de farmácia”, reforçou.

Assessor técnico da Sete, Afonso Monteiro; presidente do Instituto Vida Plena, Roniere Xavier (ao centro); e a assessora técnica da Sete, Helen Campos. Foto: Uêslei Araújo/Sete

A assessora técnica da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo, Helen Campos, destacou o papel da Sete em receber os recursos de emenda parlamentar e destinar para a qualificação profissional. “Através de parceiros como o instituto fomentamos essas oportunidades. E é uma alegria ver o resultado do nosso trabalho de planejamento e de execução, vocês estão aqui formando e, claro, com o empenho de vocês. Todos são vitoriosos e a recompensa do nosso esforço é essa”, destacou.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Operação Mute é realizada nos presídios do interior do Acre
Propaganda

ACRE

Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

Publicados

em

Por

Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

Leia Também:  Bandidos encapuzados invadem casa e matam homem em residencial de Rio Branco
Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

Leia Também:  Polícia Civil do Acre promove palestra sobre violência sexual em Unidade Básica de Saúde

Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA