AGRONEGÓCIO
Chuvas reforçam expectativa positiva para a safra de oliva na Campanha Gaúcha
AGRONEGÓCIO
Os olivais da região da Campanha, no Rio Grande do Sul, aproximam-se do período de colheita com boas perspectivas de produção, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. As chuvas registradas nas últimas semanas contribuíram para o desenvolvimento saudável das plantas e manutenção de expectativas positivas para a safra.
Início da colheita nas cultivares precoces
Na região administrativa de Bagé, os pomares de Bagé e cidades vizinhas estão na fase de maturação. As cultivares Arbequina e Arbosana, consideradas mais precoces, têm previsão de colheita a partir de 10 de março, com atenção especial para o risco de antracnose nos frutos.
Em seguida, os trabalhos avançam para cultivares Frantoio, Picual e Coratina, enquanto as áreas de Koroneiki devem iniciar a colheita no começo de abril.
Chuvas corrigem déficit hídrico e favorecem desenvolvimento
O informativo destaca que algumas localidades enfrentaram déficit hídrico entre a segunda quinzena de janeiro e o início de fevereiro, causando leve prejuízo no crescimento das azeitonas. Para minimizar o estresse, produtores adotaram irrigação.
A partir de 12 de fevereiro, as chuvas registradas contribuíram para o desenvolvimento das plantas, reforçando as expectativas positivas para a safra.
Monitoramento fitossanitário e cuidados na aplicação de defensivos
Produtores mantêm monitoramento constante de insetos-praga e doenças. Com a proximidade da colheita, a aplicação de defensivos está limitada a produtos com período de carência curto, garantindo segurança para a produção.
Colheita em andamento em algumas regiões
- Santa Margarida do Sul: a colheita começou em 16 de fevereiro, com boa produtividade, embora o calibre dos frutos tenha sido ligeiramente reduzido devido ao déficit hídrico das semanas anteriores.
- Pelotas: pomares apresentam excelente estado fitossanitário e carga de frutos muito boa, sustentando expectativa favorável de produção.
- Santa Maria e Cachoeira do Sul: produtores projetam boa produção, com início da colheita previsto ao longo de março.
Perspectiva positiva para a safra 2026
O balanço geral indica que os olivais da Campanha seguem em bom desenvolvimento, com colheita iniciando de forma gradual e expectativa de produtividade favorável, resultado do manejo adequado, monitoramento fitossanitário e das chuvas recentes que mitigaram os efeitos do déficit hídrico.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio
As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.
Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.
China responde por mais da metade das exportações brasileiras
A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.
Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.
O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores
Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.
Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.
Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.
Carne in natura domina receita das exportações
A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.
O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.
Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.
A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.
O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira
A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.
Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.
Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.
Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.
Perspectivas seguem positivas para o restante do ano
Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.
A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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