AGRONEGÓCIO
Inflação sobe para 0,70% em fevereiro pressionada por educação e transportes, aponta IBGE
AGRONEGÓCIO
IPCA acelera em fevereiro e chega a 0,70%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma aceleração de 0,37 ponto percentual em relação a janeiro, quando o índice havia avançado 0,33%.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 1,03% em 2026. Já no acumulado de 12 meses, a inflação soma 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em fevereiro de 2025, a variação havia sido de 1,31%.
Os grupos Educação e Transportes foram os principais responsáveis pelo resultado do mês, respondendo juntos por cerca de 66% do índice.
Educação lidera pressão inflacionária
O grupo Educação apresentou a maior variação do mês, com alta de 5,21%, além de gerar o maior impacto no índice geral, de 0,31 ponto percentual, equivalente a aproximadamente 44% do IPCA de fevereiro.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos reajustes de mensalidades escolares, tradicionalmente aplicados no início do ano letivo. Entre os cursos regulares, que registraram aumento médio de 6,20%, destacaram-se:
- Ensino médio: alta de 8,19%
- Ensino fundamental: alta de 8,11%
- Pré-escola: alta de 7,48%
Transportes têm segunda maior influência no índice
O grupo Transportes registrou alta de 0,74%, com impacto de 0,15 ponto percentual sobre o IPCA de fevereiro.
O principal destaque foi a passagem aérea, que subiu 11,40% no período. Outros itens também contribuíram para o resultado, como:
- Seguro voluntário de veículos: +5,62%
- Conserto de automóvel: +1,22%
- Ônibus urbano: +1,14%
O aumento nas tarifas de ônibus urbanos reflete reajustes aplicados em várias capitais brasileiras, entre elas Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Vitória, Recife e Porto Alegre.
Em algumas cidades houve redução de tarifas ou gratuidade em determinados dias, o que influenciou negativamente o índice local, como ocorreu em Curitiba e Brasília, onde políticas de gratuidade aos domingos e feriados afetaram os cálculos.
Combustíveis registram leve recuo
Ainda dentro do grupo Transportes, os combustíveis apresentaram queda média de 0,47% em fevereiro.
Entre os principais produtos, o comportamento foi misto:
- Gasolina: -0,61%
- Gás veicular: -3,10%
- Etanol: +0,55%
- Óleo diesel: +0,23%
Saúde e cuidados pessoais também sobem
O grupo Saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,59% no mês.
Os principais destaques foram:
- Artigos de higiene pessoal: +0,92%
- Planos de saúde: +0,49%
Habitação volta a registrar aumento
O grupo Habitação apresentou alta de 0,30% em fevereiro, após queda de 0,11% registrada em janeiro.
O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento nas taxas de água e esgoto (0,84%), decorrente de reajustes aplicados em cidades como Porto Alegre, Belo Horizonte, Campo Grande e São Paulo.
A energia elétrica residencial variou 0,33%, mesmo com a manutenção da bandeira tarifária verde.
Já o gás encanado apresentou queda de 1,60%, refletindo reduções tarifárias observadas no Rio de Janeiro e em Curitiba.
Alimentação apresenta leve aceleração
O grupo Alimentação e bebidas passou de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro.
A alimentação no domicílio registrou alta de 0,23%, impulsionada principalmente pelos aumentos de:
- Açaí: +25,29%
- Feijão-carioca: +11,73%
- Ovo de galinha: +4,55%
- Carnes: +0,58%
Entre os produtos com queda de preços destacaram-se:
- Frutas: -2,78%
- Óleo de soja: -2,62%
- Arroz: -2,36%
- Café moído: -1,20%
Já a alimentação fora do domicílio teve alta de 0,34%, mas desacelerou em relação a janeiro, quando havia registrado 0,55%. A refeição passou de 0,66% para 0,49%, enquanto o lanche saiu de 0,27% para 0,15%.
Fortaleza tem maior inflação regional
Entre as regiões pesquisadas, Fortaleza registrou a maior variação do IPCA em fevereiro, com 0,98%, influenciada principalmente pela alta dos cursos regulares e da gasolina.
Já Rio Branco apresentou a menor variação, de 0,07%, refletindo a queda nos preços da energia elétrica residencial e do automóvel novo.
INPC sobe 0,56% em fevereiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, registrou alta de 0,56% em fevereiro, acima do resultado de 0,39% observado em janeiro.
Com isso, o indicador acumula alta de 0,95% no ano e 3,36% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,30% registrados no período anterior. Em fevereiro de 2025, a taxa havia sido de 1,48%.
Os produtos alimentícios passaram de 0,14% em janeiro para 0,26% em fevereiro, enquanto os produtos não alimentícios avançaram de 0,47% para 0,66%.
No recorte regional do INPC, Fortaleza registrou a maior variação (0,98%), enquanto Campo Grande teve a menor taxa (0,07%), influenciada pela queda da energia elétrica residencial e do tomate.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de pescado caem 54% e setor se preocupa com novo tarifaço
A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano surge em um momento de retração das vendas externas da piscicultura. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que as exportações de pescados do Paraná caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas.
O Paraná lidera a produção nacional de tilápia e concentra parte relevante das exportações brasileiras da espécie. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo, das quais aproximadamente 660 mil toneladas foram de tilápia, segundo dados da Peixe BR.
A tilápia respondeu por mais de 86% dos embarques paranaenses no período. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do produto brasileiro, fator que aumenta a atenção do setor às discussões comerciais em andamento no mercado norte-americano.
O novo tarifaço dos EUA ainda está em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não foram oficialmente definidos. Mesmo assim, o tema já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido ao peso do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras.
A queda registrada no Paraná interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos, período em que o Estado consolidou sua posição como principal produtor nacional de tilápia e ampliou sua participação nas exportações de pescado.
Representantes da cadeia produtiva avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses, especialmente em segmentos com forte concentração de vendas para os Estados Unidos.
Fonte: Pensar Agro
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