AGRONEGÓCIO
Açúcar sobe no exterior, mas mercado interno recua; etanol registra leve alta em São Paulo
AGRONEGÓCIO
Açúcar avança nas principais bolsas internacionais
Nesta quinta-feira (12), os preços do açúcar registraram valorização nas bolsas internacionais, embora a expectativa de oferta global acima da demanda mantenha a alta limitada.
Mercado de Nova York
Na ICE Futures, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia com ganhos:
- Maio/26 subiu 0,13 cent, para 14,38 cents de dólar por libra-peso
- Julho/26 avançou 0,14 cent, a 14,55 cents/lbp
- Outubro/26 registrou alta de 0,11 cent, chegando a 14,92 cents/lbp
Contratos com vencimentos mais longos também apresentaram pequenos ganhos, refletindo cautela do mercado diante do superávit global previsto.
Mercado de Londres
Na ICE Europe, o açúcar branco também finalizou o pregão em alta:
- Maio/26 avançou US$ 0,70, sendo negociado a US$ 414,30 por tonelada
- Agosto/26 subiu US$ 1,10, para US$ 419,80 por tonelada
- Outubro/26 ganhou US$ 2,10, encerrando em US$ 423,50 por tonelada
O cenário internacional mostra valorização moderada, com os preços ainda distantes das máximas recentes devido à oferta global maior do que a demanda.
Mercado interno brasileiro continua pressionado
No Brasil, o mercado físico do açúcar mantém tendência de queda, especialmente no estado de São Paulo.
O açúcar cristal branco foi negociado a R$ 95,79 por saca de 50 kg, recuo de 1,53% em relação ao dia anterior
No acumulado de março, o indicador registra queda de 2,84%, refletindo a pressão sobre os preços no mercado nacional
Apesar do aumento nas cotações externas, a oferta local elevada e menor procura mantém o mercado físico brasileiro em baixa.
Etanol hidratado apresenta leve alta em Paulínia
Enquanto o açúcar recua internamente, o etanol hidratado mostra valorização discreta.
Em Paulínia (SP), o preço do combustível foi de R$ 3.047,00 por metro cúbico, alta de 0,23% em relação ao dia anterior
No acumulado do mês, o indicador apresenta avanço de 2,58%, refletindo recuperação gradual diante da demanda pelo etanol
Perspectiva para o setor
O panorama atual evidencia diferença entre o mercado internacional e o brasileiro.
Enquanto os contratos internacionais mostram alta moderada, influenciada por oferta global elevada, o mercado interno enfrenta pressão de preços devido à maior disponibilidade local. Já o etanol hidratado registra valorização discreta, contribuindo para estabilidade no setor de combustíveis derivados da cana-de-açúcar.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado do boi gordo em alta histórica e ajustes regionais: carcaça atinge recorde do Cepea e “boi China” recua em SP
O mercado do boi gordo e da carne bovina no Brasil vive um cenário de contrastes em 2026. De um lado, a carcaça casada registra o maior valor médio da série histórica do Cepea, refletindo firmeza no atacado e no mercado externo. De outro, o avanço das escalas de abate em estados-chave como São Paulo e Minas Gerais começa a pressionar as cotações do boi gordo e categorias específicas, como o “boi China”.
Carcaça bovina atinge maior média histórica do Cepea
Em abril, o preço médio da carcaça casada de boi alcançou R$ 25,23 por quilo, o maior valor real da série histórica do Cepea, iniciada em 2001, considerando deflação pelo IGP-DI de março/26.
O resultado representa alta de 3,74% frente a março e avanço acumulado de 9,95% no primeiro quadrimestre de 2026.
Segundo o Cepea, a valorização foi puxada principalmente pelo desempenho dos cortes dianteiro e ponta de agulha. O dianteiro teve alta de 5%, com média de R$ 22,55/kg, enquanto a ponta de agulha avançou 6,9%, atingindo R$ 21,12/kg. O traseiro também subiu, mas em ritmo menor, com valorização de 3,8%.
O movimento reflete o repasse da alta do boi gordo ao atacado, sustentado por dois fatores principais: oferta restrita de animais terminados e demanda externa aquecida, com destaque para as exportações brasileiras de carne bovina.
Exportações e oferta limitada sustentam mercado, mas cenário pode mudar
O Cepea aponta que a evolução do mercado nos próximos meses dependerá diretamente do ritmo das exportações, especialmente da demanda chinesa, além da oferta de animais prontos para abate e da reposição na cadeia pecuária.
Esses fatores devem influenciar os preços ao longo da entressafra, com possibilidade de manutenção de patamares elevados, ainda que com ajustes pontuais no curto prazo.
“Boi China” recua em São Paulo com escalas mais folgadas
No mercado físico, o informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou queda nas cotações da vaca e do “boi China” em São Paulo nesta quarta-feira (6).
O movimento ocorreu diante de escalas de abate mais alongadas, que reduziram a necessidade de compras imediatas pelos frigoríficos.
As quedas foram de R$ 2,00 por arroba para a vaca e de R$ 3,00 por arroba para o “boi China”. Já o boi gordo e a novilha permaneceram estáveis. As escalas no estado paulista estão, em média, posicionadas para cerca de dez dias.
Segundo a Scot, frigoríficos com maior cobertura de escala aumentaram a pressão sobre os preços, enquanto unidades menores atuaram com menor resistência no mercado spot.
Minas Gerais e Maranhão também registram ajustes no mercado do boi
Em Minas Gerais, o aumento da oferta de animais e o avanço das escalas de abate, somados a um escoamento mais lento da carne bovina, também influenciaram o mercado.
Na região de Belo Horizonte, o boi gordo e a vaca recuaram R$ 5,00 por arroba. No Triângulo Mineiro, a vaca caiu R$ 2,00 e a novilha R$ 1,00 por arroba. No Norte de Minas, houve baixa de R$ 2,00 para todas as categorias. Já no Sul do estado, os preços permaneceram estáveis. O “boi China” não apresentou variação no estado.
No Oeste do Maranhão, o mercado seguiu estável. A Scot Consultoria destacou oferta contida e ausência de excedentes, com escalas de abate em torno de seis dias.
Mercado do boi gordo segue dividido entre firmeza estrutural e pressão de curto prazo
O cenário atual do boi gordo no Brasil combina fundamentos ainda firmes no médio prazo — sustentados por exportações e oferta limitada — com ajustes regionais no curto prazo, influenciados principalmente pelo alongamento das escalas de abate e pela dinâmica da reposição.
A tendência para os próximos meses segue dependente do comportamento da demanda internacional, da capacidade de retenção de fêmeas e da evolução da oferta de animais terminados no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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