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Projeto Artesanato Florestal fortalece economia sustentável e gera renda com apoio do Programa REM
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O artesanato produzido a partir de sementes, fibras, madeira e látex da floresta tem ganhado cada vez mais espaço dentro e fora do Acre. Peças como biojoias, gamelas, esculturas, bolsas e cestarias carregam identidade cultural e conhecimento tradicional das comunidades amazônicas.
Esse potencial vem sendo fortalecido pelo Projeto Artesanato Florestal, executado pelo governo do Acre por meio da Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), que tem contribuído para ampliar mercados, qualificar produtores e gerar renda para famílias que vivem da floresta. A iniciativa integra as ações do Programa REM Acre – Fase 2 e apresenta resultados expressivos em todo o estado.
De acordo com a nota técnica “Resultados dos avanços no Projeto do Artesanato Florestal através do recurso financeiro do Programa REM Acre – Fase 2”, elaborada pela equipe da Unidade de Coordenação do Programa REM (UCP), a iniciativa tem consolidado o artesanato de base florestal como uma alternativa econômica sustentável para comunidades tradicionais, extrativistas e agricultores familiares.

O investimento total no projeto é de aproximadamente R$ 1,19 milhão, com mais de 90% dos recursos já executados, demonstrando eficiência na gestão e na implementação das ações. Os recursos do Programa REM Acre permitiram estruturar capacitações técnicas, fortalecer a organização produtiva dos artesãos e ampliar o acesso a mercados regionais e nacionais.
Entre os principais avanços está a qualificação de artesãos para o uso de resíduos provenientes do manejo florestal sustentável, especialmente na produção de peças em madeira, como gamelas e objetos utilitários. As capacitações incluíram ainda noções de design, identidade territorial e melhoria da qualidade produtiva, contribuindo para o aumento da competitividade do artesanato acreano.
Para o diretor de Turismo e coordenador do Programa REM na Sete, Jackson Viana, o apoio financeiro do programa tem sido decisivo para fortalecer o setor.
“Graças ao recurso do Programa REM, nessa execução da fase 2, nós conseguimos alcançar resultados muito significativos com o desenvolvimento do artesanato, por meio da qualificação dos produtos que são produzidos por esses artesãos e também com a divulgação e a comercialização a nível nacional”, destacou.

O projeto também ampliou significativamente o acesso a mercados. Com apoio do Programa REM Acre – Fase 2, artesãos participaram de grandes feiras nacionais, como o Salão do Artesanato, a Feira Nacional de Negócios de Artesanato (Fenearte) e a Feira Nacional de Artesanato e Cultura do Ceará (Fenacce), alcançando volumes expressivos de vendas. Essa inserção contribuiu diretamente para o aumento da renda das famílias envolvidas e para a projeção do Acre como referência em artesanato florestal sustentável.
Os dados apresentados na nota técnica indicam que, ao longo dos últimos anos, a comercialização em feiras nacionais movimentou valores expressivos. Em 2019, por exemplo, a arrecadação aproximada chegou a R$ 1,34 milhão. Mesmo durante o período de restrições sanitárias em 2020, o projeto manteve participação em eventos, registrando cerca de R$ 240 mil em vendas. Nos anos seguintes, os resultados voltaram a crescer, mantendo patamar próximo de R$ 900 mil anuais em feiras nacionais.
Em 2025, a participação dos artesãos acreanos em feiras nacionais continuou gerando resultados expressivos. De acordo com os dados apresentados, o maior volume de vendas foi registrado na Fenearte, em Pernambuco, com R$ 409.811,00 em comercialização de produtos. Em seguida aparece o Salão do Artesanato, em São Paulo, que movimentou R$ 117.008,00, e a Fenacce, no Ceará, com R$ 89.668,00 em vendas.
Os números evidenciam o potencial competitivo do artesanato acreano em grandes eventos nacionais e reforçam a importância das feiras como estratégia de acesso a mercados, geração de renda e valorização dos produtos produzidos a partir da sociobiodiversidade amazônica.

“Com a divulgação, a comercialização a nível nacional, garantida pelo Programa REM, levando artesanatos do Acre para vender nas feiras, nós sempre estivemos dentro dessas feiras, na posição de primeiro, segundo, terceiro lugar no ranking nacional, os produtos acreanos, sendo entre os mais vendidos”, ressaltou Jackson.
Outro destaque do diagnóstico é o crescimento do número de artesãos beneficiados pelo projeto. Em 2019, cerca de 46 produtores participavam das ações. Em 2025, esse número chegou a 375 artesãos, evidenciando a ampliação do alcance territorial da iniciativa.
A participação feminina também se destaca. A maior parte dos beneficiários do projeto é formada por mulheres, o que reforça o papel do artesanato como instrumento de autonomia econômica, inclusão social e valorização do trabalho feminino nas comunidades amazônicas.
A diversidade dos produtos comercializados reflete a riqueza cultural e ambiental do Acre, incluindo biojoias em sementes, peças decorativas e utilitárias em madeira, artesanato indígena, produtos em látex natural e itens têxteis confeccionados com fibras vegetais. Essa produção alia identidade cultural, conservação ambiental e geração de renda.
“A gente vê como muito positivo os avanços que tivemos, e o que precisamos agora é qualificar cada vez mais e produzir cada vez mais produtos a partir de matéria-prima da própria floresta, para que a gente consiga ter uma economia que seja sustentável e que traga um retorno de geração de emprego e renda para essas comunidades”, pontuou o diretor.

Além dos impactos econômicos, o Projeto Artesanato Florestal contribui diretamente para as políticas de redução do desmatamento e valorização da floresta em pé. Ao transformar resíduos florestais e produtos não madeireiros em bens de alto valor agregado, a iniciativa reduz a pressão sobre novos desmatamentos e fortalece um modelo de desenvolvimento de baixo carbono no estado.
Os resultados demonstram que o artesanato florestal vem se consolidando como um ativo econômico, social e cultural, reafirmando o compromisso do Acre com o desenvolvimento sustentável, a valorização dos saberes tradicionais e a conservação da Amazônia.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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