AGRONEGÓCIO
Emprego no agronegócio cresce no início de 2026 e admissões avançam 78,6% entre dezembro e janeiro
AGRONEGÓCIO
O mercado de trabalho formal no Brasil iniciou 2026 com saldo positivo de empregos. Em janeiro, foram criados 112,3 mil novos postos de trabalho, segundo Relatório de Acompanhamento Mensal dos Empregos Formais divulgado pelo Departamento Técnico e Econômico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).
O levantamento aponta que as admissões somaram 2,2 milhões de contratações, número 44% superior ao registrado em dezembro. Apesar do avanço na comparação mensal, o volume ficou 5% abaixo do observado no mesmo período do ano passado.
Já os desligamentos atingiram 2,1 milhões de trabalhadores, com recuo de 3,1% tanto na comparação com dezembro quanto em relação a janeiro do ano anterior.
Agro responde por cerca de 20% das novas vagas de trabalho
O setor agropecuário teve papel relevante no desempenho do mercado de trabalho formal no início do ano. O segmento foi responsável por aproximadamente 20% do saldo total de empregos gerados no país, com a criação de 23 mil novas vagas.
As admissões no setor registraram forte crescimento entre dezembro e janeiro, avançando 78,6%, com 113,4 mil contratações no período.
Ao mesmo tempo, os desligamentos no agro apresentaram queda de 16,2%, contribuindo para o saldo positivo do setor no início de 2026.
Com esse resultado, o número total de trabalhadores formais na agropecuária chegou a 1,86 milhão em janeiro.
São Paulo volta a registrar saldo positivo de empregos
O estado de São Paulo também apresentou recuperação no mercado formal de trabalho no primeiro mês de 2026.
De acordo com dados da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo, o avanço de 42,2% nas admissões em relação a dezembro, combinado à queda de 5,5% nos desligamentos, resultou na criação de 16,5 mil novos postos de trabalho.
Com esse desempenho, o estoque de empregos formais no estado alcançou 14,64 milhões de trabalhadores, volume 2% superior ao registrado em janeiro do ano passado.
Agro paulista registra mais contratações, mas saldo mensal é negativo
Apesar do crescimento nas admissões no setor agropecuário paulista, o saldo mensal de empregos foi negativo.
As contratações chegaram a 15,3 mil trabalhadores, representando alta de 65,3% em relação a dezembro. No entanto, os desligamentos permaneceram em patamar mais elevado, totalizando cerca de 18,6 mil trabalhadores.
Com isso, o saldo do setor no estado ficou negativo em 3,3 mil vagas no mês.
Mesmo assim, no acumulado do estoque de empregos formais, o número total de trabalhadores no setor apresentou queda de 1% em relação a dezembro, mas permanece 4% acima do registrado em janeiro de 2025, indicando expansão na comparação anual.
Relatório de Acompanhamento Mensal dos Empregos Formais
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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