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Clima irregular em 2026 aumenta risco de larva-alfinete nas lavouras de tomate no Brasil

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Produção de tomate deve permanecer elevada em 2026

A produção de tomate no Brasil deve manter um patamar elevado em 2026, mesmo diante de um cenário climático marcado por chuvas irregulares nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o país produziu cerca de 4,7 milhões de toneladas de tomate em 2025, volume que tende a se repetir neste ano.

Estudos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas indicam que, para manter a estabilidade da oferta, produtores precisarão investir em materiais genéticos mais produtivos e em sistemas de irrigação.

Essas medidas são consideradas essenciais para garantir a oferta tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.

Manejo de defensivos é essencial para proteger a produtividade

Diante da maior variabilidade climática, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal destaca a importância do manejo integrado de defensivos agrícolas para preservar o rendimento das lavouras.

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Segundo o gerente de Assuntos Regulatórios da entidade, Fábio Kagi, uma das principais ameaças à cultura é a larva-alfinete, da espécie Diabrotica speciosa.

Essa praga ataca o sistema radicular do tomateiro, prejudicando a absorção de água e nutrientes e comprometendo o crescimento e a produtividade das plantas.

Praga subterrânea dificulta diagnóstico precoce

A larva-alfinete permanece no solo durante sua fase larval e se alimenta diretamente das raízes do tomateiro.

Segundo especialistas, o ataque provoca perfurações nas raízes, afetando o funcionamento fisiológico da planta e reduzindo o desempenho produtivo.

Como a infestação ocorre de forma subterrânea, o problema pode passar despercebido no início.

Os sintomas costumam aparecer apenas posteriormente, com sinais como:

  • murchamento das plantas
  • perda de vigor
  • queda na produtividade

Essa característica dificulta a identificação precoce da praga e permite que os danos avancem antes de serem percebidos.

Lesões nas raízes favorecem entrada de doenças

Outro fator preocupante é que as lesões provocadas pela praga também facilitam a entrada de patógenos presentes no solo.

Esse processo amplia o comprometimento da lavoura e pode aumentar significativamente os prejuízos para os produtores.

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Por isso, especialistas reforçam que o controle preventivo é fundamental para evitar a disseminação do problema.

Monitoramento e prevenção são estratégias recomendadas

Para reduzir a incidência da larva-alfinete, os especialistas recomendam uma estratégia baseada em:

  • monitoramento da área desde o preparo do solo
  • uso de mudas tratadas
  • manutenção adequada da umidade do solo

Essas práticas ajudam a limitar o desenvolvimento da praga e contribuem para preservar o desempenho produtivo das lavouras.

De acordo com Kagi, o manejo preventivo é essencial para garantir a integridade do sistema radicular das plantas e manter a produção de tomate em um cenário de maior instabilidade climática.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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