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Esjud realiza curso sobre Práticas em Tabelas Processuais Unificadas

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Com formato diferenciado, ação educacional propõe escuta ativa das dúvidas que envolvem a aplicação das tabelas no dia a dia

A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) realiza durante toda esta semana as aulas presenciais do curso “Práticas em Tabelas Processuais Unificadas – (TPU)/CNJ”. Os encontros acontecem no Laboratório de Informática do Órgão de Ensino.

Oferecida em modalidade semipresencial, a agenda seguirá até o dia 23 deste mês, com atividades no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), e via Google Meet. Afora as pessoas que participam presencialmente em Rio Branco, a formação contempla profissionais de diversas comarcas do Estado.

De acordo com Samuel Louzada, entender as TPU é essencial para quem atua no Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), pois o cadastramento correto é a base de toda a gestão judiciária.

“Como aluno, percebo que dominar regras como a imutabilidade dos assuntos e a hierarquia das classes garante que os dados do Datajud reflitam a realidade da nossa produtividade”, declarou.

O profissional citou um erro bastante recorrente que é confundir Reativação (849) com Desarquivamento (893), o que pode invalidar estatísticas de produtividade perante o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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“Este curso é vital para transformarmos a rotina administrativa em uma ferramenta de eficiência e transparência para o jurisdicionado”, ressaltou o servidor, que atua na Assessoria Jurídica da Presidência do Tribunal.

Importância do curso

O curso vai ao encontro dos objetivos estratégicos do TJAC e das normativas CNJ. Nesse sentido, é necessária a adoção de uma política institucional de formação continuada, que amplie os conhecimentos acerca da existência e da utilização dos variados códigos das tabelas de classes, assuntos e movimentos.

“A Escola acolheu uma proposta pedagógica inovadora, no sentido de oferecer um curso voltado para as reais necessidades dos servidores da Justiça Acreana. Desse modo, desenvolveu um formato diferenciado, baseado numa escuta ativa das dúvidas que envolvem a aplicação das Tabelas Processuais Unificadas do CNJ. Assim, a agenda visa unir o conhecimento/aprendizagem à prática”, explicou Thiago Jacoud, formador da ação educacional.

A correta utilização das tabelas pelas diversas unidades jurisdicionais do Judiciário Estadual diminui inconsistências na leitura de dados pelo Sistema Datajud, corrige erros de cadastro e, consequentemente, fornece informações estatísticas mais fidedignas.

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial

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Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?

Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.

Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.

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O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.

Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.

Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.

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A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.

Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.

Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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