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Alta Café 2026: tecnologia, nutrição e gestão impulsionam a rentabilidade da cafeicultura

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Evento estratégico reúne soluções para a safra 2026/27

A Nutrien participa da 6ª edição da Alta Café, realizada entre os dias 24 e 26 de março, em Franca, com foco em tecnologias e estratégias para elevar a produtividade, a qualidade dos grãos e a rentabilidade do produtor.

O evento acontece em um momento decisivo do calendário agrícola, quando cafeicultores planejam a próxima safra e definem investimentos em nutrição, fertilidade do solo e proteção das lavouras.

Alta Mogiana se destaca pela produção de cafés especiais

A atuação da empresa está direcionada à região da Alta Mogiana, reconhecida nacionalmente pela produção de cafés especiais e pelo alto nível técnico dos produtores.

Segundo Camila Alves, o diferencial da região vai além das condições climáticas favoráveis.

“Os produtores investem em manejo eficiente, nutrição equilibrada e tecnologia para atingir padrões elevados de qualidade. Nosso objetivo é apoiar esse processo com soluções assertivas e recomendações técnicas”, afirma.

Soluções técnicas e ferramentas financeiras apoiam decisões

De acordo com Tales Pires, a participação na feira prioriza o relacionamento com o produtor e a geração de negócios.

A empresa apresenta um portfólio que inclui soluções nutricionais, insumos biológicos e ferramentas comerciais, além de condições diferenciadas de aquisição. Entre os destaques está o uso do barter, modelo que auxilia na gestão do fluxo financeiro das propriedades.

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O estande também conta com suporte técnico especializado para orientar decisões de investimento com maior segurança.

Nutrição potássica ganha destaque no enchimento de grãos

Entre as tecnologias apresentadas, um dos principais destaques é o fertilizante Lokomotive, desenvolvido pela Loveland.

Com alta concentração de potássio, o produto é indicado para a fase de maturação do cafeeiro, sendo fundamental para o enchimento dos grãos e a definição da qualidade da bebida.

A tecnologia contribui para maior uniformidade e densidade dos frutos, elevando o rendimento e o potencial de valorização no mercado de cafés especiais.

Outro destaque é o adjuvante Liberate, que melhora o preparo da calda e aumenta a eficiência das aplicações no campo.

Parcerias e suporte técnico reforçam sustentabilidade da produção

O estande da Nutrien também reúne parceiros estratégicos com soluções voltadas a diferentes sistemas produtivos.

Além disso, um time técnico especializado oferece recomendações agronômicas personalizadas, com foco no aumento da produtividade, na qualidade do café e na sustentabilidade econômica da atividade.

Safra brasileira projeta recuperação e maior produção

O cenário da cafeicultura brasileira reforça o clima de otimismo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção de café em 2026 deve alcançar 66,2 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um crescimento de 17,1% em relação ao ciclo anterior.

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O avanço é atribuído à bienalidade positiva do café arábica, às condições climáticas mais favoráveis e ao aumento da produtividade nas principais regiões produtoras.

Decisões de manejo serão determinantes para a rentabilidade

Com a oferta global ainda ajustada e a expectativa de maior produção no Brasil, cresce a demanda por tecnologias que elevem o rendimento e a qualidade da bebida.

Segundo Camila Alves, o momento é estratégico para transformar o cenário positivo em resultados concretos no campo.

“As oportunidades são claras, mas o diferencial estará na qualidade das decisões tomadas agora. A nutrição de precisão e o manejo adequado serão fundamentais para converter potencial produtivo em rentabilidade e valorização do café brasileiro”, destaca.

Tendência é de maior profissionalização da cafeicultura

Diante de um mercado mais competitivo e exigente, a adoção de tecnologias, o planejamento financeiro e o suporte técnico ganham protagonismo.

A participação na Alta Café reforça a tendência de uma cafeicultura cada vez mais profissional, orientada por dados, inovação e eficiência produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Recuperações judiciais no agronegócio batem recorde mesmo com safra forte e expõem impacto dos juros altos no campo

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O agronegócio brasileiro vive um cenário de contrastes em 2026. Enquanto a produção agrícola segue em níveis elevados, impulsionada por boas safras e alta produtividade, o setor enfrenta um agravamento da situação financeira de produtores e empresas. O reflexo mais evidente desse movimento é o aumento recorde dos pedidos de recuperação judicial.

Dados da Serasa Experian mostram que 1.990 recuperações judiciais foram registradas no agronegócio em 2025, maior número da série histórica iniciada em 2021. O volume representa crescimento de 56,4% em relação a 2024 e é quase quatro vezes superior ao registrado em 2023, quando foram contabilizados 534 pedidos.

Embora ainda não existam números consolidados para 2026, especialistas avaliam que os fatores que pressionam o setor permanecem presentes e não indicam uma reversão estrutural no curto prazo.

Alta produtividade não garante rentabilidade

Na avaliação de especialistas, o aumento das recuperações judiciais não está relacionado à capacidade produtiva do agronegócio, mas ao estreitamento das margens de lucro provocado pelo aumento dos custos e pela dificuldade de acesso ao crédito.

Segundo Denis Barroso, sócio da Barroso Advogados Associados e especialista em recuperação empresarial, muitos produtores continuam colhendo boas safras, mas recebem menos pelas commodities enquanto enfrentam custos significativamente maiores para produzir.

O resultado é uma combinação de insumos mais caros, juros elevados e preços agrícolas mais voláteis, fatores que reduzem a rentabilidade da atividade e comprometem a capacidade de pagamento das dívidas.

Juros elevados pressionam toda a cadeia do agronegócio

Entre os principais fatores que explicam o aumento das dificuldades financeiras está o elevado custo do crédito rural.

Nos últimos anos, muitos produtores renegociaram dívidas em um ambiente financeiro que já apresentava juros elevados. Com a manutenção da política monetária restritiva e maior seletividade das instituições financeiras, o refinanciamento tornou-se ainda mais caro.

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Segundo Denis Barroso, esse movimento cria um efeito cumulativo sobre o endividamento das propriedades rurais.

Além do produtor, o aperto no crédito também afeta cooperativas, tradings, revendas de insumos, transportadoras e diversas empresas ligadas ao agronegócio, reduzindo a circulação de recursos em economias fortemente dependentes da atividade agrícola.

Inadimplência cresce no meio rural

Os sinais de deterioração financeira também aparecem nos indicadores de inadimplência.

Dados da Serasa Experian apontam que 8,3% da população rural estava inadimplente no terceiro trimestre de 2025, avanço de 0,9 ponto percentual em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O aumento reforça o ambiente de maior cautela por parte das instituições financeiras, que passaram a exigir garantias mais robustas e adotaram critérios mais rigorosos para concessão de novos financiamentos.

Crédito restrito reduz investimentos no campo

Especialistas destacam que o atual cenário modifica significativamente a dinâmica de investimento no agronegócio.

Com menos acesso ao crédito e custos financeiros elevados, produtores e empresas tendem a adiar investimentos em máquinas, tecnologia, infraestrutura e expansão da produção.

Esse comportamento gera impactos em toda a cadeia produtiva, afetando fabricantes de equipamentos agrícolas, empresas de logística, fornecedores de insumos e prestadores de serviços.

Recuperação judicial reflete cenário econômico mais amplo

Embora o agronegócio concentre atualmente um número elevado de recuperações judiciais, especialistas ressaltam que o fenômeno não é exclusivo do setor.

Empresas de diversos segmentos da economia brasileira também enfrentam dificuldades financeiras em decorrência dos juros elevados, da restrição ao crédito, das incertezas fiscais e da volatilidade econômica internacional.

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Na avaliação de Denis Barroso, a recuperação judicial deve ser encarada como um instrumento de reorganização financeira, e não como a primeira alternativa diante das dificuldades.

Segundo ele, muitas empresas ainda podem recorrer à renegociação de dívidas, revisão operacional, reestruturação financeira e atração de novos investidores antes de ingressarem com um pedido judicial.

Planejamento financeiro ganha protagonismo

Para Benito Pedro, sócio da Avante Assessoria Empresarial e especialista em reestruturação empresarial, o momento exige uma mudança na forma como empresas e produtores administram sua estrutura de capital.

Segundo ele, o ambiente econômico atual não permite mais decisões baseadas apenas no curto prazo ou no adiamento constante de passivos financeiros.

A adoção de estratégias de renegociação com credores, revisão dos custos operacionais e fortalecimento da gestão financeira torna-se cada vez mais importante para preservar a competitividade das empresas.

Gestão de risco será decisiva nos próximos anos

O crescimento recorde das recuperações judiciais no agronegócio evidencia que os desafios do setor vão além da produção agrícola.

Mesmo mantendo elevada eficiência no campo, produtores e empresas precisam enfrentar um ambiente caracterizado por crédito mais caro, custos elevados, margens reduzidas e maior seletividade dos financiadores.

Na avaliação dos especialistas, os próximos anos exigirão disciplina financeira, planejamento estratégico e gestão ativa de riscos para garantir a sustentabilidade dos negócios rurais.

Mais do que produzir bem, o desafio do agronegócio brasileiro passa a ser transformar produtividade em rentabilidade, preservando a capacidade de investimento e a saúde financeira em um cenário econômico cada vez mais desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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