Com a chegada das noites mais frias na capital acreana, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, intensificou nesta terça-feira (12), as ações de acolhimento voltadas às pessoas em situação de rua. A iniciativa levou agasalhos e cobertores para moradores atendidos em diferentes pontos da cidade.
“As equipes passaram por regiões como Seis de Agosto, Triângulo, área conhecida como ´Matinha´, e entorno do Mercado Municipal Elias Mansour”. (Foto: Marcos Araújo/ Secom)
A ação busca amenizar os impactos das baixas temperaturas enfrentadas por quem vive em situação de vulnerabilidade social, oferecendo não apenas proteção contra o frio, mas também atenção, escuta e acesso aos serviços da rede municipal de assistência social.
Durante a mobilização, as equipes passaram por regiões como Seis de Agosto, Triângulo, área conhecida como “Matinha”, e entorno do Mercado Municipal Elias Mansour.
O secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, destacou a participação da população na campanha e reforçou o compromisso da gestão municipal com o atendimento às pessoas em situação de rua.
“Nós estamos indo até os territórios, acolhendo, levando os serviços e oferecendo dignidade”, enfatizou o secretário Ivan Ferreira. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“É uma demonstração de solidariedade e também do compromisso da gestão municipal em estar mais próxima da população mais vulnerável. Nós estamos indo até os territórios, acolhendo, levando os serviços e oferecendo dignidade. Mais de 200 pessoas já foram atendidas com cobertores, capas e orientações”, afirmou.
Segundo o secretário, a campanha continua recebendo doações em dois pontos de coleta: no Centro POP, localizado na Rua Bola Preta, nº 105, Conjunto Castelo Branco; e na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, localizada na Estrada do Aviário, nº 972, bairro Aviário.
Ivan Ferreira também ressaltou que o trabalho desenvolvido pela prefeitura vai além das ações emergenciais durante o período de frio.
“A nossa política não é manter ninguém nas ruas. O objetivo é garantir acolhimento, diálogo, encaminhamentos e acesso às políticas públicas, trabalhando em parceria com toda a rede de apoio para devolver dignidade a essas pessoas”, completou.
A diretora de Direitos Humanos, Suhellen Farias, explicou que as ações realizadas pela gestão buscam ampliar o atendimento às pessoas em vulnerabilidade social.
“As ações realizadas pela gestão buscam ampliar o atendimento às pessoas em vulnerabilidade social”, informou Suhellen Farias. (Foto: Marcos Araújo/Secom)
“A secretaria atua levando acolhimento e dignidade para quem mais precisa. Sempre que enfrentamos períodos de frio, intensificamos as campanhas de arrecadação para atender principalmente a população em situação de rua”, destacou.
Para quem recebe o atendimento, a ação representa mais do que a entrega de itens essenciais. A moradora Andressa Nascimento, acompanhada pelos serviços da assistência social, descreveu a importância do apoio recebido.
“Isso é como um abraço para nós. O Centro POP e toda a equipe sempre estiveram presentes na minha vida. Eles ajudam muita gente e fazem a diferença para quem precisa”, relatou.
A ação integra a campanha de arrecadação de agasalhos promovida pela Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, que segue mobilizando doações para ampliar o atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social durante o período de baixas temperaturas.
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça o alerta à população sobre os cuidados de prevenção ao hantavírus, doença infecciosa transmitida principalmente por roedores silvestres. Apesar de poder evoluir para casos graves, especialistas destacam que a doença é rara e não apresenta risco de pandemia semelhante à Covid-19.
O hantavírus pode causar síndromes graves, com duas formas principais: a síndrome pulmonar, mais comum nas Américas, e a síndrome renal, registrada principalmente na Europa e Ásia. No Brasil, os casos estão relacionados à Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), transmitida principalmente por roedores silvestres do gênero Oligoryzomys.
Segundo o médico da Estratégia de Saúde da Família, Manoel Braga Neto, a transmissão ocorre através do contato com secreções dos roedores, como urina, saliva e fezes, que contaminam ambientes fechados.
“O ser humano respira esse ar contaminado e pode adquirir a doença. Os casos são mais associados a ambientes fechados e áreas rurais” (Foto: Átilas Moura/Secom)
“O ser humano respira esse ar contaminado e pode adquirir a doença. Os casos são mais associados a ambientes fechados e áreas rurais”, explicou.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar. Em situações mais graves, o paciente pode apresentar dificuldade respiratória, queda de pressão arterial e alterações cardíacas.
A Saúde Municipal informa que o hantavírus possui diferentes cepas, incluindo a Andes, identificada na Argentina, que raramente pode ser transmitida entre pessoas. (Foto: Átilas Moura/Secom)
A Saúde Municipal também esclarece que existem diferentes cepas do hantavírus. A cepa Andes, identificada em países como a Argentina, é conhecida pela rara possibilidade de transmissão entre pessoas. Já no Brasil, os casos registrados estão relacionados exclusivamente à transmissão por roedores silvestres.
“Não existe registro, no Brasil ou no Acre, da cepa com transmissão inter-humana. Por isso, não há cenário semelhante ao vivido durante a pandemia da Covid-19”, reforçou Manoel Braga Neto.
A orientação da gestão é que a população mantenha ambientes limpos e ventilados, evite contato com locais infestados por roedores e procure atendimento médico ao apresentar sintomas após exposição a áreas de risco.
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