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Boi gordo segue com cotações estáveis e abate recorde impulsiona mercado de reposição em 2026

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Cotações do boi gordo se mantêm estáveis em São Paulo

O mercado do boi gordo em São Paulo segue com cotações estáveis, sustentadas por oferta comedida de bovinos e ritmo moderado de escoamento interno. Apesar da boa demanda das exportações, problemas geopolíticos e lentidão nas vendas domésticas equilibram os preços, mantendo o mercado firme.

As escalas de abate estão, em média, para seis dias, refletindo uma oferta controlada que evita pressões de baixa, mas também limita movimentos de alta. Em Santa Catarina, o mercado iniciou o dia oferecendo R$ 2,00/@ a mais para a novilha, enquanto o boi gordo e a vaca mantiveram os preços estáveis.

Recorde no abate de bovinos em 2025

Segundo a Pesquisa Trimestral de Abate divulgada pelo IBGE em 18 de março, o quarto trimestre de 2025 registrou 11,0 milhões de bovinos abatidos sob inspeção, queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 14,0% frente ao mesmo período de 2024.

No acumulado do ano, o abate atingiu 42,9 milhões de cabeças, 8,2% acima de 2024, marcando o maior volume da série histórica e o quarto ano consecutivo de crescimento. O abate de fêmeas foi recorde, representando 46,8% do total, o que já impacta a oferta de bovinos jovens e pressiona preços de categorias de reposição.

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Perspectivas para o mercado de reposição e abate em 2026

Para 2026, a expectativa é de redução no volume de abates. O USDA projeta recuo de 5,0%, enquanto a Scot Consultoria estima queda de 6,4%.

Essa menor oferta de animais jovens deve sustentar o mercado de reposição, elevando os preços das categorias destinadas ao engorde, ao mesmo tempo em que mantém o boi gordo em patamares firmes devido à pressão de exportações e escalas curtas de abate.

Equilíbrio entre oferta e demanda mantém estabilidade

O mercado atual reflete um cenário de equilíbrio: a oferta controlada de bovinos limita pressões de baixa, enquanto o bom ritmo de exportações garante suporte para os preços. A combinação desses fatores mantém as cotações do boi gordo estáveis e indica que o setor seguirá ajustando oferta e demanda ao longo do ano, com atenção especial para reposição e manejo de fêmeas, cuja participação histórica no abate influencia diretamente a dinâmica do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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