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Entre trilhas e descobertas, estudantes de Cruzeiro do Sul vivenciam educação ambiental no TJAC

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A iniciativa reforça a importância da formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação do meio ambiente

Na última quarta-feira, 18, as alunas e alunos da Escola Municipal Emídio Braga de Vasconcelos realizaram visita ao Bosque do Juruá do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). A atividade extracurricular foi acompanhada pelas professoras, monitoras e diretora da unidade escolar, bem como pelo professor Marcos Athaydes e os acadêmicos do projeto de extensão do curso de Biologia da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Ao longo da trilha interpretativa, os estudantes foram fazendo descobertas e reforçando conteúdos trabalhados em sala de aula. Na primeira parada, o botânico apresentou as flores da goiaba-de-anta, uma espécie nativa da Amazônia, parte da flora natural da região. A árvore frutífera não é uma goiabeira comum (que também é nativa do Brasil), essa é uma espécie diferente, pois é típica de vegetação secundária. Os frutos adocicados são procurados pela fauna local.

Tinha cupuaçu, tinha cajá, tinha flor e tinha semente, como a semente do mulungu, que alguns conheciam, outros não. A semente do mulungu (Erythrina velutinal mulungu) é muito utilizada na confecção de biojoias e artesanatos, por causa da beleza de sua cor vermelho vibrante.

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O próximo desafio proposto foi diferenciar o tipo de embaúba pela folha. O professor Marcos ensinou como diferenciar entre dois tipos de embaúba: embaúba-branca (Cecropia pachystachya), com folhas grandes e um porte alto – “ a preferida pela preguiça” e a embaúba-prateada (Cecropia hololeuca), conhecida pela coloração clara, quase prateada de suas folhas.

Val Amorim, coordenadora da Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental do TJAC, destacou que o contato direto com a natureza teve o objetivo de despertar a consciência ambiental, incentivar atitudes sustentáveis e o cuidado com os recursos naturais desde cedo. “As crianças estavam encantadas é uma experiência de aprendizado que ficará na memória de cada um. Esse é um trabalho muito gratificante! É a possibilidade de ver a sustentabilidade na prática e compartilhar com as crianças algo muito importante”, afirmou.

Posteriormente, a atividade seguiu para a Cidade da Justiça, onde foram recepcionados pela juíza Adamarcia Machado, diretora do foro de Cruzeiro do Sul. Além do aprendizado sobre o funcionamento do Poder Judiciário e sua organização administrativa, essa também foi uma oportunidade de falar sobre educação ambiental.

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A coordenadora de Sustentabilidade do TJAC apresentou a usina fotovoltaica e esse foi mais um momento de falar de uma forma de preservação da natureza. A explicação contemplou o funcionamento das placas solares e a produção de energia limpa. A de Cruzeiro do Sul foi a terceira instalada pelo Poder Judiciário do Acre e é uma iniciativa que contribui para a concretização da Agenda 2030 na instituição.

Ao final, quando os estudantes foram perguntados sobre o que aprenderam, um levantou a mão e repetiu as informações que acabaram de ser apresentadas: A usina fotovoltaica gera uma economia de 50% da energia da Cidade da Justiça de Cruzeiro do Sul – sim, essa é uma boa prática do Judiciário acreano!

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC conquista Prêmio Juízo Verde do CNJ com o projeto Plantando o Futuro

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Iniciativa Plantando o Futuro garantiu o selo honorífico ao tribunal acreano por ações de sustentabilidade e metas de reflorestamento até 2030

O Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) foi o vencedor do Prêmio Juízo Verde, concedido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na categoria Indicadores de Produtividade/Área Ambiental na Justiça Estadual. A premiação ocorreu na última sexta-feira, 14, em Brasília, durante a abertura da 4ª edição do encontro Judiciário Sustentável.

Representando a corte acreana na cerimônia realizada na sede do CNJ, estiveram presentes a desembargadora Waldirene Cordeiro, a secretária de Infraestrutura (Seinf), Ana Paula Carrilho e a coordenadora de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental (Cosus), Valcilda Amorim.

A honraria concedida ao TJAC consiste em um selo honorífico destinado às instituições que se destacam pela eficiência na atuação jurisdicional finalística e pela implementação de práticas sustentáveis na gestão administrativa.

Impacto do projeto Plantando o Futuro

A iniciativa vencedora integra o Plano de Logística Sustentável (PLS) do TJAC e está alinhada às Resoluções n.º 400/2021 e n.º 594/2024 do CNJ, além dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Com foco em ações de curto e longo prazo, o projeto prevê:

  • Reforestamento urbano: Plantio de 15 mil árvores até 2030 para fomento da arborização urbana e do equilíbrio climático;

  • Neutralização de carbono: Compensação das emissões de gases de efeito estufa decorrentes das rotinas operacionais do Poder Judiciário;

  • Engajamento comunitário: Ampliação das campanhas de conscientização ecológica envolvendo magistrados, servidores, instituições parceiras e a sociedade civil.

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Sustentabilidade em jogo

A solenidade debateu a urgência da pauta socioambiental no Poder Judiciário. O conselheiro do CNJ Ilan Presser defendeu que a gestão dos tribunais deve dar o exemplo por meio da governança e da transparência, combinando a solução célere dos litígios ambientais com uma administração sustentável.

Na mesma linha, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, reforçou a importância do fortalecimento das instituições na Amazônia para coibir a grilagem e a destruição de recursos naturais, destacando o avanço histórico do sistema de justiça ao incorporar a sustentabilidade e a transição climática em suas diretrizes permanentes.

Fotos: CNJ e cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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