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Acordo UE-Mercosul começa a valer provisoriamente em maio e avança na integração comercial

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A Comissão Europeia anunciou que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul entrará em vigor de forma provisória a partir de 1º de maio. A medida representa um avanço importante nas relações comerciais entre os dois blocos, mesmo diante de resistências no cenário europeu.

Aplicação inicial contempla principais pontos comerciais

De acordo com o comunicado oficial, os principais dispositivos comerciais do acordo passarão a ser aplicados já nesta fase inicial. A implementação ocorrerá entre os 27 países que compõem a União Europeia e os membros do Mercosul que concluíram seus processos internos de ratificação até o fim de março.

Essa entrada em vigor provisória permite que parte dos benefícios comerciais, como redução de tarifas e facilitação de acesso a mercados, comece a ser aproveitada antes da ratificação completa por todos os parlamentos envolvidos.

Ratificação avança entre países do Mercosul

Segundo a Comissão Europeia, Argentina, Brasil e Uruguai já concluíram seus processos de ratificação dentro do prazo estabelecido.

O Paraguai também finalizou recentemente sua aprovação interna e deve formalizar a notificação oficial em breve, consolidando a participação de todos os membros do Mercosul nesta etapa inicial.

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Acordo enfrenta resistências na Europa

Apesar do avanço, o acordo segue sendo alvo de controvérsias em países europeus, especialmente em setores ligados à agricultura e ao meio ambiente. Críticas envolvem preocupações com competitividade, padrões ambientais e impactos sobre produtores locais.

Ainda assim, a decisão de iniciar a aplicação provisória demonstra o interesse político e econômico em fortalecer as relações comerciais entre os blocos, considerados estratégicos no comércio global.

Perspectivas para o comércio entre os blocos

Com a entrada em vigor parcial, a expectativa é de aumento gradual no fluxo de comércio entre União Europeia e Mercosul, ampliando oportunidades para exportadores, especialmente do agronegócio sul-americano.

O avanço do acordo também pode impulsionar investimentos e integração econômica, embora o processo completo ainda dependa da aprovação definitiva por todos os países envolvidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Investimentos em logística e transportes no Brasil atingem R$ 76,5 bilhões e batem recorde em 11 anos

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Os investimentos em infraestrutura de transportes e logística no Brasil alcançaram R$ 76,5 bilhões em 2025, o maior volume registrado nos últimos 11 anos. Os dados, divulgados pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), evidenciam uma retomada consistente dos aportes públicos e privados no setor, com impactos diretos na eficiência logística e no escoamento da produção agropecuária.

O resultado marca um novo ciclo de expansão, sustentado principalmente pela maior participação da iniciativa privada e pela consolidação de projetos estruturados de longo prazo.

Aportes ganham escala nos últimos anos

A evolução recente dos investimentos mostra uma mudança significativa no ritmo de crescimento. Entre 2019 e 2022, os aportes somaram pouco mais de R$ 138 bilhões, com média anual de cerca de R$ 33 bilhões.

Já no período mais recente, entre 2023 e 2025, o volume superou R$ 200 bilhões, com média anual acima de R$ 65 bilhões — praticamente o dobro do ciclo anterior.

Esse avanço reflete um ambiente mais favorável ao investimento, com maior segurança jurídica e ampliação das concessões e parcerias público-privadas.

Setor privado lidera investimentos

O protagonismo da iniciativa privada tem sido decisivo para esse crescimento. Em 2025, cerca de R$ 53,6 bilhões dos investimentos em infraestrutura vieram de empresas privadas, consolidando um modelo baseado em concessões e parcerias.

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No setor portuário, foram viabilizados R$ 7,8 bilhões em autorizações e contratos apenas em 2025. No acumulado de 2023 a 2025, os investimentos chegaram a R$ 38,8 bilhões, representando um crescimento superior a 400% em relação ao período anterior.

Já os investimentos públicos no setor portuário somaram R$ 3,1 bilhões no mesmo intervalo, com avanço de 120%.

Aviação e hidrovias também avançam

Na aviação civil, o setor também registrou expansão relevante, com R$ 8,7 bilhões em investimentos privados entre 2023 e 2025. Projetos de ampliação da infraestrutura regional, como programas de concessão de aeroportos, contribuíram para interiorizar o desenvolvimento logístico.

As hidrovias, consideradas estratégicas para redução de custos no transporte de cargas, receberam cerca de R$ 1,3 bilhão em investimentos no período, fortalecendo a integração regional e ampliando a competitividade logística.

Movimentação de cargas bate recordes

Os efeitos dos investimentos já são visíveis nos indicadores operacionais. Em 2025, a movimentação nos portos brasileiros atingiu aproximadamente 1,35 bilhão de toneladas, o maior volume dos últimos sete anos.

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No transporte hidroviário, o país registrou recorde histórico, com cerca de 140 milhões de toneladas movimentadas. Já a cabotagem — transporte entre portos nacionais — também apresentou crescimento expressivo, alcançando 223 milhões de toneladas.

Aviação registra maior fluxo de passageiros da história

O setor aéreo acompanhou essa expansão, com cerca de 130 milhões de passageiros transportados em 2025 — o maior volume já registrado no país. O crescimento reflete a recuperação da demanda e a ampliação da malha aérea, especialmente em regiões fora dos grandes centros.

Impactos diretos no agronegócio

O avanço da infraestrutura logística tem papel estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente na redução de custos de transporte e no aumento da competitividade internacional.

Com melhorias em portos, rodovias, aeroportos e hidrovias, o escoamento da produção agrícola tende a se tornar mais eficiente, reduzindo gargalos históricos e ampliando a capacidade de exportação.

O cenário indica que, com a continuidade dos investimentos, o Brasil pode consolidar uma logística mais moderna e integrada, fundamental para sustentar o crescimento do agro e da economia como um todo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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