AGRONEGÓCIO
Mato Grosso lidera abate de bovinos e exportações de carne no Brasil
AGRONEGÓCIO
Mato Grosso encerrou o último ano na liderança nacional no abate de bovinos, com participação de 17,1%, além de se manter como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques totais. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e confirmam a relevância do estado no agronegócio brasileiro.
Crescimento no abate de bovinos em 2025
Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou o volume de animais abatidos, consolidando sua posição no topo do ranking nacional. O Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação.
O estado apresentou acréscimo de 199,21 mil cabeças, mantendo a liderança, seguido por São Paulo, com 11,1% de participação, e Goiás, com 9,9%.
Exportações de carne bovina avançam e reforçam liderança
No mercado externo, Mato Grosso também se destacou ao liderar as exportações, com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao longo do ano.
A China permaneceu como principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado. Na sequência aparecem mercados como Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito.
Em comparação com o ano anterior, o estado registrou aumento de 168,09 mil toneladas exportadas, um dos maiores avanços entre os estados brasileiros.
Cadeia produtiva estruturada impulsiona resultados
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva sólida, que integra produção pecuária, indústria frigorífica e inserção no comércio internacional.
Segundo ele, os números refletem não apenas a capacidade produtiva, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne bovina produzida em Mato Grosso.
Desempenho positivo no quarto trimestre
No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o ritmo de crescimento no setor. O estado registrou aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de apresentar o maior crescimento absoluto entre as unidades da federação, com 256,11 mil cabeças adicionais.
Exportações aceleram no fim do ano
No mesmo período, Mato Grosso também liderou os embarques internacionais, com 255,15 mil toneladas exportadas, o equivalente a 27% do total nacional.
O volume representa uma alta de 57,5% na comparação anual, reforçando a competitividade do estado no mercado global de carne bovina.
O desempenho consistente ao longo do ano consolida Mato Grosso como principal polo da pecuária brasileira, com forte presença tanto no abastecimento interno quanto no comércio internacional de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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