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Agroconsult eleva previsão de colheita de soja do Brasil para 184,7 milhões de toneladas

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A consultoria Agroconsult revisou nesta quarta-feira (25) a previsão para a safra de soja 2025/26 no Brasil, estimando um recorde de 184,7 milhões de toneladas, um aumento de 6,7% em relação ao ciclo anterior. Segundo a empresa, o principal fator de crescimento é a produtividade, mais do que a expansão da área plantada.

Produtividade impulsiona crescimento da safra brasileira

O levantamento foi consolidado com base nos dados da expedição técnica Rally da Safra, que percorreu aproximadamente 1.700 lavouras em 14 estados e mais de 60 mil quilômetros. A produtividade média nacional foi revisada para 62,7 sacas por hectare, ante 62,5 sacas na previsão de março, representando crescimento de 4,6% em relação à temporada 2024/25, quando a média foi de 59,95 sacas por hectare.

Área plantada bate recorde histórico

A área cultivada com soja no Brasil foi ajustada para 49,1 milhões de hectares, um aumento de 0,6% em relação à previsão anterior e crescimento de 2,08% frente à temporada passada (48,1 milhões de hectares).

Segundo a Agroconsult, do total de 11,5 milhões de toneladas de incremento anual na safra, 8 milhões de toneladas vieram de ganhos de produtividade e 3,5 milhões de toneladas do aumento de área plantada.

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Destaques estaduais da safra 2025/26

O estado do Mato Grosso, maior produtor brasileiro, deve alcançar 51,3 milhões de toneladas, mantendo produtividade de 66 sacas por hectare, levemente acima da previsão inicial do Rally. A Bahia também apresentou bons resultados, enquanto o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul recuperaram produção após a seca da temporada anterior.

Segundo André Debastiani, coordenador geral do Rally da Safra, “o Mato Grosso sustentou alta produtividade mesmo após chuvas intensas em fevereiro, com maior número de grãos por hectare e bom peso dos grãos”.

No Rio Grande do Sul, a colheita está lenta, com apenas 11% da área colhida, mas a produtividade estimada subiu para 48 sacas por hectare, indicando crescimento de mais de 10 sacas em relação à temporada passada, apesar de a produção estadual ficar ligeiramente abaixo de 20 milhões de toneladas.

Estados como Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Bahia registraram recordes de produtividade, impulsionando o crescimento da safra nacional.

Diferenças em relação à Conab

A projeção da Agroconsult supera a estimativa da Conab, que em março apontou 177,85 milhões de toneladas. A consultoria estima uma área 645 mil hectares maior que a da estatal, o que representa 2,5 milhões de toneladas adicionais, além de produtividade média superior.

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Debastiani alerta que isso impacta os estoques finais de soja: a Agroconsult projeta 14 milhões de toneladas, enquanto a Conab estima queda para 9,5 milhões de toneladas.

Produção de milho 2025/26: primeira safra já colhida, segunda safra em análise

Para o milho, a Agroconsult estima preliminarmente queda de 7,6% na produção 2025/26, com previsão de 114,5 milhões de toneladas para a segunda safra, que ainda depende das condições climáticas de abril e maio.

A área plantada da segunda safra está em 18,5 milhões de hectares, alta de 2,5% em relação ao ciclo anterior, mas a produtividade média pode reduzir o volume total. Considerando a primeira safra, a produção nacional de milho deve atingir 141,6 milhões de toneladas, abaixo do recorde de 151 milhões de toneladas de 2024/25.

Debastiani ressalta que o clima será determinante: “A segunda safra pode se aproximar do volume anterior ou resultar em safra frustrada, dependendo das chuvas em abril e maio”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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