AGRONEGÓCIO
Startups Agropecuárias se Espalham pelo Brasil, Aponta Radar Agtech 2025
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O ecossistema de inovação no setor agropecuário brasileiro está se expandindo geograficamente, embora o crescimento no número de startups tenha desacelerado em 2025. Os dados constam na sexta edição do Radar Agtech Brasil, levantamento realizado pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens, que mapeia ambientes de inovação, startups e investidores no país.
Crescimento moderado indica maturidade do setor
Em 2025, o Brasil contabilizou 2.075 agtechs, um aumento de apenas 5% em relação a 2024, o menor índice de crescimento desde 2019. Segundo os pesquisadores, a desaceleração reflete maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio.
Segundo Vitor Mondo, pesquisador da Embrapa, “entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimento, impulsionando o aumento de agtechs. Com o tempo, permanecem aquelas mais bem estruturadas, mostrando que o ecossistema está amadurecendo”.
Sul supera Sudeste em ambientes de inovação
O levantamento revelou mudanças na distribuição geográfica das startups:
- O Sul concentra 37,18% dos 390 ambientes de inovação, liderando o ranking nacional.
- O Sudeste concentra 32,82%, com destaque para hubs, aceleradoras e ecossistemas mais maduros.
O Rio Grande do Sul registrou aumento expressivo de incubadoras, principalmente vinculadas a universidades estaduais, refletindo políticas estaduais de incentivo à inovação. Para Aurélio Favarin, coordenador do Radar Agtech, isso demonstra foco nas fases iniciais de desenvolvimento das startups.
Enquanto o Sul prioriza incubadoras e inovação inicial, o Sudeste concentra esforços em aceleração de negócios e governança, mostrando fases distintas de maturidade do ecossistema.
Expansão gradual em outras regiões
Apesar da concentração histórica no Sul e Sudeste (79% das agtechs), há crescimento proporcional nas demais regiões:
- Norte: 7,6%
- Nordeste: 6,5%
- Centro-Oeste: 7,1%
Estados como Amazonas (17 agtechs), Goiás (15) e Mato Grosso (14) destacam-se no avanço, enquanto Rio Grande do Sul, Tocantins, Distrito Federal e São Paulo registraram redução no número de startups.
Segundo Vitor Mondo, “o aumento da atuação das agtechs diretamente nas fazendas indica maturidade e capacidade de acesso direto ao produtor rural”.
Principais áreas de atuação das agtechs
O setor apresenta forte presença em soluções dentro da fazenda (41,1%) e após a fazenda (40,5%), com destaque para:
- Alimentos inovadores e novas tendências alimentares – 15%
- Sistemas de gestão da propriedade rural – 8%
- Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados – 7,5%
A inteligência artificial é adotada por 83% das startups, sendo o núcleo do modelo de negócio em 35% dos casos, evidenciando que a tecnologia digital se consolidou como base estrutural do setor.
Radar Agtech Summit reúne o setor
A sexta edição do Radar Agtech Brasil será lançada no Radar Agtech Summit, no Cubo Itaú, São Paulo, em 24 de março, das 13h30 às 18h. O evento contará com três painéis:
- Ambientes e ecossistemas de inovação
- Agtechs e seus negócios
- Investidores e capital para startups
O conteúdo estará disponível presencialmente e online, em português, inglês e espanhol, gratuitamente em radaragtech.com.br.
Evolução do ecossistema e futuro das startups
Desde 2019, o Radar Agtech Brasil evoluiu de um levantamento quantitativo para uma publicação estratégica, integrando dados qualitativos sobre startups, investidores e ambientes de inovação. Segundo Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, o Radar atua como “mapa vivo da inovação no campo brasileiro”, conectando ciência, startups e mercado.
O ecossistema agora se concentra mais na qualidade das conexões entre tecnologia, capital, governança e produção, refletindo maior eficiência e rentabilidade nas startups, afirma Pedro Jábali, da SP Ventures.
A consolidação do Radar também gerou parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), resultando na criação do Radar Agtech América Latina e Caribe, com lançamento previsto para junho.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento
Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.
Regiões costeiras lideram avanço da colheita
As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.
Na sequência, aparecem:
- Planície Costeira Interna: 88,99%
- Fronteira Oeste: 88,13%
- Campanha: 83,22%
- Região Central: 76,52% (menor índice)
Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.
Ritmo lento preocupa produtores e técnicos
De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.
O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.
Levantamento final vai consolidar dados da safra
A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.
O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:
- Produtividade média
- Área efetivamente colhida
- Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado
Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.
A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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