AGRONEGÓCIO
Rabobank projeta estabilidade na celulose em 2026 e aponta possível retomada dos preços no segundo semestre
AGRONEGÓCIO
O Rabobank divulgou a nova edição do relatório AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise atualizada sobre diversos setores do agronegócio, incluindo o mercado de celulose. O banco aponta um cenário de estabilidade no curto prazo, com perspectivas de recuperação gradual ao longo do segundo semestre.
Preços da celulose seguem estáveis no curto prazo
De acordo com o relatório, o mercado de celulose deve apresentar preços estáveis nos próximos meses, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda global.
Esse comportamento indica um período de acomodação após oscilações recentes, com o setor ainda absorvendo os impactos do cenário macroeconômico e das dinâmicas internacionais.
Recuperação deve ocorrer de forma gradual
Apesar da estabilidade no curto prazo, o Rabobank projeta uma recuperação gradual dos preços da celulose a partir do segundo semestre de 2026.
A expectativa está relacionada a uma possível melhora na demanda global, além de ajustes na oferta, fatores que tendem a reequilibrar o mercado ao longo do ano.
Impactos do cenário internacional
O relatório destaca que, até o momento, os impactos do conflito no Oriente Médio sobre o setor de celulose são considerados limitados. No entanto, o ambiente geopolítico segue no radar, principalmente pelos reflexos indiretos sobre custos logísticos e energia.
Pontos de atenção para o setor
Mesmo com a perspectiva de recuperação, o mercado de celulose deve acompanhar alguns fatores críticos ao longo de 2026:
- Evolução da demanda internacional;
- Custos de produção e logística;
- Cenário macroeconômico global;
- Possíveis desdobramentos geopolíticos.
Perspectiva para 2026
De forma geral, o setor de celulose inicia o ano com uma visão cautelosa no curto prazo, mas com sinais de melhora no horizonte. A consolidação dessa recuperação dependerá principalmente da retomada do consumo global e da estabilidade econômica internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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