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Parceria do TJAC viabiliza saída de detentos para serviços municipais em Cruzeiro do Sul

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Iniciativa fundamentada em portaria do TJAC busca reduzir reincidência criminal e promover a dignidade por meio do trabalho remunerado e remição de pena

Em um passo decisivo para o fortalecimento do sistema penitenciário e a reintegração social, 16 detentos do regime fechado do Presídio Manoel Neri da Silva iniciaram nesta semana atividades laborais fora da unidade. A ação é fruto de uma cooperação entre o Poder Judiciário, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen).

A viabilização do trabalho externo para detentos do regime fechado foi consolidada por meio da Portaria Conjunta nº 214/2025, assinada pelo Corregedor-Geral da Justiça, Desembargador Nonato Maia, e pelo supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), desembargador Francisco Djalma.

O documento fundamenta-se no princípio da dignidade da pessoa humana e no cumprimento da Lei de Execução Penal, buscando reduzir a reincidência criminal por meio da inclusão laboral. Segundo a Portaria, o Judiciário regulamentou a autorização para que pessoas privadas de liberdade exerçam atividades externas, desde que cumpram requisitos rigorosos de elegibilidade.

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Para integrar o programa, o detento passa por uma análise criteriosa. Entre as exigências estabelecidas pelo TJAC estão:

  • Bom comportamento carcerário devidamente certificado;

  • Não integrar organizações criminosas;

  • Não ter condenações por crimes sexuais ou delitos com violência e grave ameaça (salvo casos específicos de pré-egressos).

Os apenados selecionados atuam em serviços gerais em diversos setores da administração municipal. Como contrapartida, eles recebem remuneração e o direito à remição de pena (onde dias trabalhados são subtraídos do total da condenação), além de possibilitar uma reaproximação gradual com o convívio social e familiar.

Fiscalização e monitoramento

A segurança da operação é garantida pelo Iapen, que realiza a fiscalização direta e o acompanhamento do monitoramento eletrônico. A Portaria do TJAC também destaca a importância de uma análise motivada sobre o uso da tornozeleira, visando equilibrar a vigilância necessária com o combate à estigmatização social do trabalhador.

“A iniciativa busca proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado, transformando o tempo de reclusão em produtividade para a cidade e dignidade para o indivíduo”, destaca o texto normativo da Corregedoria-Geral.

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Impacto na gestão municipal

Para a prefeitura, a parceria representa um reforço na mão de obra de manutenção da cidade, enquanto para o sistema prisional, desafoga as unidades e oferece uma perspectiva real de mudança para o detento que demonstra disciplina. O descumprimento de qualquer regra estabelecida resulta na revogação imediata do benefício e no retorno integral ao regime fechado dentro da unidade prisional.

Foto: arquivo Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC registra mais de 50 mil processos no eproc um ano após a implantação do sistema

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Primeiro ano é marcado pela expansão da ferramenta, qualificação de usuários e avanços na prestação de serviços. Presente em todas as unidades jurisdicionais do estado, o eproc reúne funcionalidades que agilizam a tramitação processual

Há um ano, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tomou uma decisão que transformou a rotina de trabalho e ampliou a produtividade dos serviços prestados. Em 7 de julho de 2025, o eproc entrou em operação na Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco, a primeira unidade jurisdicional a utilizar o novo sistema.

Desde então, o TJAC concluiu a implantação do eproc em todas as unidades jurisdicionais do Acre, na capital e no interior. No mesmo período, promoveu a integração de instituições do Sistema de Justiça à plataforma e capacitou magistradas, magistrados, servidoras e servidores para sua utilização. Com isso, o Judiciário acreano passou a contar com um modelo mais ágil e eficiente de processamento das ações judiciais.

Atualmente, mais de 51 mil processos tramitam no eproc. Todas as novas ações judiciais e os respectivos recursos em segundo grau são distribuídos exclusivamente pelo sistema. A implantação ocorreu de forma planejada, com suporte técnico e capacitação contínua, o que favoreceu a adaptação das unidades e a incorporação das funcionalidades da plataforma à rotina de trabalho.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou os avanços proporcionados pelo eproc para magistradas, magistrados, servidoras e servidores. Segundo ele, o sistema reúne funcionalidades como controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento do fluxo de trabalho, fatores que contribuem para o aumento da produtividade e da eficiência na prestação jurisdicional.

Para o chefe do Judiciário acreano, a escolha do eproc como sistema de tramitação processual se confirmou acertada. De acordo com o desembargador, os recursos da plataforma conferem mais celeridade ao serviço judicial e permitem que a população receba respostas em menos tempo.

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Trabalho de muitas mãos

Desde 2023, o Judiciário acreano buscava um novo sistema de tramitação processual. Ao longo desse período, realizou estudos e debates até definir a adoção do eproc. Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o sistema atendeu aos critérios técnicos e estratégicos da instituição, principalmente por dispensar o uso de papel e simplificar o trâmite processual.

Nos meses que antecederam a implantação, o TJAC estruturou os fluxos de trabalho, definiu as etapas de implantação e estabeleceu as estratégias de capacitação para garantir o suporte necessário a todos os usuários. Ao final desse processo, mais de 55 profissionais atuaram diretamente na implementação do eproc no Judiciário acreano, distribuídos em cinco eixos: gestão, apoio estratégico, negocial, desenvolvimento e infraestrutura.

Para que a implantação ocorresse da melhor forma, o TJAC buscou a experiência de tribunais que já utilizavam o eproc, com o objetivo de consolidar suas bases e adotar soluções adequadas à realidade local. O compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas permitiu antecipar medidas e evitar dificuldades durante a transição, como a resistência inicial de parte dos usuários em conhecer o novo sistema.

Assim, o Tribunal investiu na formação de seus profissionais. Em pouco mais de um ano, promoveu 44 treinamentos voltados a magistradas, magistrados, servidoras e servidores das unidades judiciais. A proposta era criar familiaridade com o eproc e garantir que a mudança de sistema não comprometesse a produtividade. A estratégia alcançou o objetivo. Os dados demonstram que a prestação jurisdicional se mantém eficiente, mesmo com a coexistência temporária do eproc e do Sistema de Automação da Justiça (SAJ).

A coordenadora-geral de implantação do eproc, juíza auxiliar da Presidência Louise Santana, ressaltou a dedicação das equipes até a atual fase do projeto. Ao longo desse período, foram atendidas mais de 1.600 demandas técnicas e solucionados cerca de 2.400 chamados. Segundo a magistrada, o objetivo foi oferecer respostas rápidas e suporte contínuo para evitar ruídos e garantir uma transição segura.

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Agora, a juíza comemora os resultados alcançados. Ela afirma estar satisfeita com a trajetória construída durante a transição de sistema, principalmente ao constatar que os esforços já refletem na rotina da instituição e na prestação jurisdicional. “A gente está muito contente com os resultados. Os números estão aí para todos verem, as estatísticas demonstram, os nossos servidores e magistrados também estão muito satisfeitos. Agora é só avançar até o final”, afirmou.

O futuro é eproc

A principal etapa da implantação foi concluída, mas o trabalho continua. Uma equipe do TJAC segue dedicada à migração dos processos que ainda tramitam no SAJ para o eproc. A previsão é que essa transferência tenha início nos próximos meses e ocorra de forma gradual até a unificação do acervo processual.

As capacitações seguem. Em junho, magistradas, magistrados, servidoras e servidores do segundo grau participaram do curso “Noções Básicas e Gestão de Processos no eproc”, uma vez que os recursos já começam a chegar à instância. A qualificação busca assegurar que a nova etapa ocorra sem impacto na tramitação dos processos. O intercâmbio de experiências entre tribunais permanece, inclusive o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, participa nesse instante do 4º Encontro Interinstitucional do eproc.

Criado em meados de 2002, o eproc conquistou espaço nos tribunais brasileiros por virtualizar e automatizar a tramitação processual. No Acre, a plataforma passou a integrar a rotina do Judiciário. De um lado, facilita o trabalho nas unidades judiciais com ferramentas que tornam as atividades mais ágeis e organizadas; de outro, a população passa a contar com uma prestação jurisdicional mais célere.

Fotos: Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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