AGRONEGÓCIO
Centro-Oeste enfrenta entraves no crédito rural e debate Plano Safra 2026/2027
AGRONEGÓCIO
Produtores relatam dificuldades no acesso ao crédito rural
Produtores do Centro-Oeste relataram desafios para acessar linhas de crédito rural voltadas a custeio e investimento durante encontro regional que discutiu propostas para o Plano Safra 2026/2027.
O principal ponto levantado foi o aumento das exigências do governo e das instituições financeiras, especialmente em relação a garantias e critérios de aprovação, dificultando o financiamento da produção agropecuária.
Encontro reuniu representantes do DF, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
O evento ocorreu na quarta-feira (1º), em Brasília, e foi promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF).
Participaram produtores e representantes de federações, sindicatos e associações dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, fortalecendo o debate regional sobre as demandas do setor.
CNA reforça importância do diálogo com produtores
Guilherme Rios, assessor técnico da Comissão de Política Agrícola da CNA, destacou que os encontros regionais são essenciais para identificar as prioridades do setor e ajustar políticas públicas.
Segundo ele, ouvir diretamente os produtores permite identificar os pontos que precisam ser modificados, mantidos ou ampliados, especialmente no crédito rural, seguro agrícola e financiamento da safra.
Programas de investimento enfrentam barreiras de acesso
Entre os programas de investimento mais citados estão o Proirriga e o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazenagem), considerados estratégicos para o desenvolvimento do setor.
No entanto, produtores relataram dificuldades para acessar os recursos, limitando investimentos em infraestrutura, tecnologia e armazenamento no campo.
Pequenos produtores pedem ampliação do PAA
O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) também foi discutido. Os participantes sugeriram elevar o limite individual de comercialização, atualmente em R$ 15 mil, como forma de aumentar a renda e fortalecer os pequenos produtores.
Falta de recursos para seguro rural preocupa produtores
A escassez de recursos para ferramentas de gestão de risco, como o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), foi apontada como uma limitação significativa.
Além disso, a prática de venda casada na contratação de crédito foi destacada como um entrave adicional para os produtores que buscam financiamento.
Propostas serão entregues ao governo federal
As contribuições levantadas serão consolidadas em um documento oficial e encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária, além de outros órgãos do governo federal e parlamentares.
O objetivo é colaborar com a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027, garantindo que as demandas do setor produtivo sejam consideradas.
Próxima reunião será no Sudeste
O próximo encontro regional ocorrerá na terça-feira (7), em Linhares (ES), para discutir as propostas dos produtores da região Sudeste e consolidar as prioridades do setor agropecuário brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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