TJ AC
Como governador em exercício, presidente do TJAC conhece estrutura do Caica e reforça integração da rede de proteção à infância
TJ AC
Visita institucional destacou a atuação conjunta entre o Judiciário e a rede de atendimento para ampliar a proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência no Acre
O governador em exercício do Acre e presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, realizou, nesta quinta-feira, 25, uma visita institucional ao Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Caica), em Rio Branco. A agenda teve como objetivo conhecer de perto a estrutura, o funcionamento e os serviços especializados oferecidos pela unidade, além de fortalecer a integração entre o Poder Judiciário e a rede estadual de proteção à infância e à adolescência.

Recebido pela equipe da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Laudivon Nogueira acompanhou a apresentação da organização administrativa e técnica do Caica, conhecendo o trabalho desenvolvido pela equipe multiprofissional no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência. O modelo adotado pela unidade prioriza o acolhimento humanizado, a escuta qualificada e o encaminhamento adequado dos casos, promovendo uma atuação articulada entre as instituições responsáveis pela garantia de direitos.
Durante a visita, também foi pactuada a integração de uma equipe vinculada à 2ª Vara da Infância e da Juventude ao Caica, iniciativa que fortalecerá a atuação conjunta entre o Tribunal de Justiça e os demais órgãos da rede de proteção, ampliando a efetividade das ações voltadas ao atendimento de crianças, adolescentes e suas famílias.
Na ocasião, o governador em exercício e presidente do TJAC parabenizou os profissionais da unidade e reafirmou o compromisso institucional com a proteção da infância.
“Gostaria de parabenizar toda a equipe do Caica pelo trabalho executado com nossas crianças e adolescentes. Coloco-me à disposição para somar com essas ações”, destacou Laudivon Nogueira.
A visita reforça o compromisso do Governo do Estado e do Tribunal de Justiça do Acre com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência, evidenciando a importância da atuação integrada entre o Poder Judiciário e a rede socioassistencial para assegurar a proteção integral e a garantia dos direitos de crianças e adolescentes acreanos.




Fotos: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel
Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.
Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.




Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.


“Agora quero estudar”
A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.
Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.
Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.
“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.
Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.
Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásCombate à violência contra a mulher é tema de programação especial no Saerb
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásMP das dívidas rurais entra na reta final sem garantir renegociação aos produtores
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásSeguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo
-
SEM CATEGORIA2 dias atrásPrefeitura de Rio Branco fortalece agricultura familiar com apoio e incentivo aos produtores
-
SEM CATEGORIA2 dias atrásSaúde de Rio Branco mantém atendimento no sábado com quatro Uraps abertas
-
FAMOSOS7 dias atrásAdriane Galisteu se despede do filho e desabafa sobre distância: ‘Na Suíça’
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásEm relatório, IFI aponta que despesas do governo continuam crescendo
-
FAMOSOS5 dias atrásVirginia Fonseca e Vini Jr. curtem noite romântica e posam agarradinhos: ‘Madrid’