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TJAC fortalece quadro de servidores com a posse de técnicas judiciárias

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A posse é um marco de mérito pessoal e profissional –  a recepção das novas servidoras foi marcada pelo acolhimento institucional

A cerimônia de posse e entrada em exercício de mais duas técnicas judiciárias ocorreu nesta segunda-feira, 6, no gabinete da Presidência. As empossadas foram aprovadas no último concurso público da instituição e passam a integrar o quadro administrativo do Poder Judiciário estadual.

O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, juntamente com o secretário-geral do TJAC, Junior Martins, a secretária de Logística, Larissa Montilha e a secretária de Gestão de Pessoas, Nassara Pires, receberam Maria Adriana de Lima e Leandra Souza Jorge. A assinatura do Termo de Posse foi um momento de alegria compartilhado com familiares das duas novas servidoras.

O ingresso no serviço público é um desafio que exige não apenas conhecimento técnico, mas também empatia e dedicação. Nesse sentido, o presidente do TJAC ressaltou a gestão de competências da instituição: “Quem não conhece a estrutura do tribunal, não imagina que além da nossa finalidade de julgar, também priorizamos a preparação administrativa. A ciência da Administração está permeada em tudo o que fazemos. Então, essa é a importância de termos profissionais capacitados, porque assim melhoramos a prestação jurisdicional e nossa prioridade é o cidadão acreano”.

O concurso do TJAC foi lançado para o provimento de 91 cargos efetivos, com a solenidade de hoje, tomaram posse 82 aprovadas e aprovados. Conforme dados da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segep) do TJAC, ainda existem candidatos aprovados dentro das vagas para diversas comarcas, o que implicará em nomeações no decorrer da validade do certame. Saiba mais

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Também está em andamento, na etapa de análise das inscrições, o processo de remoção de servidores. A conclusão desta etapa foi elegida pela atual gestão como essencial para o mapeamento das atuais necessidades do Judiciário e assim, avançar com novas contratações.

Deu tudo certo!

Leandra vinha estudando para concursos públicos desde 2018. Ela já tinha sido aprovada em um processo seletivo e trabalhava como professora, mas ainda não tinha um cargo efetivo. “Estou mais realizada agora, porque essa é uma grande conquista para o momento que estou. Com apenas 25 anos de idade, acredito que foi minha determinação que fez eu conseguir esse feito”, afirmou.

Ela estava acompanhada do seu pai, irmão e madrasta. Desde a aprovação, a família já cultivava a empolgação e alegria de estar presente na posse da filha, por isso o pai e madrasta vieram diretamente de Jordão. “Esse é um concurso de grande importância, tanto pela instituição, quanto pela quantidade de pessoas inscritas. A aprovação da minha filha me dá a sentimento de que deu tudo certo”, sintetiza o pai.

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Maria Adriana é indígena, da etnia Huni Kuin. Nasceu em Manoel Urbano e cresceu no Seringal Jurupari em Feijó. Ela foi a primeira a se formar entre os quatro filhos da Maria do Amparo, que estava extasiada pela realização da filha. “Eu eduquei meus filhos, estão tudo formado e estou feliz demais. Essa é a realização do sonho dela, mas para isso acontecer toda a família toda batalhou junto!”, disse.

Então, foi com lágrimas nos olhos, que Maria Adriana contou sobre sua trajetória. Ela é mãe atípica de dois filhos, Aline e Lucas com 7 e 5 anos de idade. O concurso se tornou uma prioridade na sua vida para ter estabilidade e mais qualidade de vida. Para tanto, sempre que as crianças iam para escola, ela se dividia entre cuidar da casa e estudar. Depois começou um cursinho preparatório e a mãe passou a ajudar a cuidar dos filhos. “Eu tinha um professor que dizia que quando a gente nasce pobre, a gente tem que ser contra o sistema e estudar. Foi assim que pude chegar aonde eu sonhei. Hoje estou concursada. Pra muita gente é um sonho, mas pra nós é um sonho da família toda”, compartilhou.

Fotos: Gleilson Miranda/ Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Plano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena

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Plano de trabalho prevê iniciativas de qualificação profissional, parcerias com instituições e medidas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho.

O Comitê de Políticas Penais (Compp) realizou nesta sexta-feira, 9, nova reunião do Grupo de Trabalho (GT) Emprega Lab para discutir a empregabilidade de pessoas privadas de liberdade. O encontro, que ocorreu no Palácio da Justiça, foi conduzido pelo juiz trabalhista Daniel Gonçalves, membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

O Emprega Lab integra as ações do Plano Pena Justa, política pública criada a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro.

Em setembro, o grupo reuniu-se para analisar o cenário atual e discutir estratégias para ampliar o acesso de pessoas privadas de liberdade ao mercado de trabalho formal, conforme estabelece o Plano Pena Justa. O documento reúne mais de 300 metas nacionais e estaduais para superar o Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional.

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Na reunião de hoje, por exemplo, o grupo reuniu dados, estatísticas e planos de trabalho relacionados à empregabilidade no sistema prisional, além de discutir propostas para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.

Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda, como a implantação de uma malharia, uma fábrica de artefatos de cimento e uma unidade de produção de fraldas e absorventes.

Também foi abordada a participação de instituições do Sistema S, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na oferta de cursos de capacitação profissional e na certificação das pessoas privadas de liberdade, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e a preparação para o mercado de trabalho.

Outro ponto discutido foi a atuação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que pode contribuir para aproximar pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional das empresas, facilitando o acesso às oportunidades de emprego e fortalecendo a articulação entre as instituições envolvidas.

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Como encaminhamentos, para nova reunião, ficou definida a formalização do plano de trabalho, após a revisão e correção de dados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Também será avaliada a possibilidade de capacitação dos profissionais do Sine para oferecer atendimento individualizado às pessoas privadas de liberdade e às egressas do sistema prisional. Outro encaminhamento prevê a articulação de uma agenda com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil e o Iapen para viabilizar a emissão de documentos de identificação às pessoas custodiadas, facilitando o acesso às oportunidades de trabalho já existentes e àquelas que serão criadas a partir da implementação do plano de trabalho.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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