RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Nova cultivar de soja convencional alia alta produtividade e controle eficiente de plantas daninhas

Publicados

AGRONEGÓCIO

A Embrapa Soja, em parceria com a Caramuru Alimentos, lançou a nova cultivar de soja BRS 579, desenvolvida para unir alto potencial produtivo a soluções eficientes no manejo de plantas daninhas em sistemas convencionais de cultivo.

A novidade chega ao mercado como uma alternativa estratégica para produtores que buscam desempenho agronômico aliado à diversificação de ferramentas no campo, especialmente em regiões com desafios relacionados ao controle de plantas infestantes.

Cultivar é indicada para o centro-norte de Mato Grosso

A BRS 579 foi desenvolvida especialmente para atender produtores do centro-norte de Mato Grosso, na região edafoclimática REC 402, uma das principais áreas produtoras do país.

A cultivar pertence ao grupo de maturação 7.9, com ciclo médio a tardio, sendo adequada para sistemas produtivos que exigem escalonamento da colheita e semeadura no início da safra.

Essa característica permite maior flexibilidade no planejamento agrícola e melhor aproveitamento das janelas de plantio.

Sanidade e resistência a nematoides são destaques

Além do potencial produtivo, a BRS 579 apresenta bom nível de sanidade, com características importantes para o manejo fitossanitário.

A cultivar possui moderada tolerância ao nematoide de galha (Meloidogyne javanica) e resistência às raças 3 e 14 do nematoide de cisto da soja, dois dos principais patógenos que impactam a produtividade nas regiões produtoras.

Tecnologia STS funciona como “escudo genético”

Um dos principais diferenciais da nova cultivar é a presença da tecnologia STS (Soja Tolerante às Sulfonilureias).

Leia Também:  Vega Monitoramento lança central inteligente para grãos com IA e geotecnologia durante o Congresso Andav

Essa tecnologia garante tolerância a herbicidas do grupo das sulfonilureias, conhecidos por atuarem na inibição da enzima ALS (acetolactato sintase). Em cultivares convencionais, o uso desses produtos pode causar fitotoxicidade, resultando em danos como amarelecimento, necrose, deformações e atraso no crescimento das plantas.

Na BRS 579, esse risco é reduzido, já que a tecnologia atua como um “escudo genético”, permitindo a aplicação dos herbicidas em pós-emergência sem comprometer o desenvolvimento da cultura.

Com isso, o produtor ganha uma ferramenta adicional no controle de plantas daninhas, especialmente aquelas de difícil manejo e resistentes a outros produtos.

Alternativa ao uso exclusivo do glifosato

A introdução da tecnologia STS também representa uma alternativa ao uso predominante do glifosato, herbicida amplamente utilizado em cultivares transgênicas.

Com a nova cultivar, torna-se possível diversificar os mecanismos de ação no manejo de plantas daninhas, contribuindo para a rotação de princípios ativos e ajudando a prolongar a vida útil das tecnologias disponíveis no mercado.

Essa estratégia é considerada essencial para reduzir o avanço da resistência de plantas daninhas e garantir maior eficiência no controle ao longo das safras.

Soja convencional amplia oportunidades de mercado

Outro ponto de destaque da BRS 579 é sua inserção no mercado de soja convencional, voltado à produção livre de transgenia.

Leia Também:  Trigo enfrenta crise de rentabilidade no Sul e preocupa produtores para 2026

Esse segmento, embora ainda menor em área plantada, oferece oportunidades de agregação de valor ao produtor, principalmente por meio do pagamento de prêmios sobre a soja convencional em relação à transgênica.

De acordo com o Instituto Soja Livre, a soja convencional ocupa atualmente cerca de 420 mil hectares no Brasil. Na safra 2025/2026, o cultivo total de soja no país alcançou aproximadamente 47 milhões de hectares, com predominância de variedades transgênicas.

Mato Grosso lidera produção de soja não transgênica

O estado de Mato Grosso segue como principal produtor de soja convencional, com cerca de 260 mil hectares cultivados. Na sequência aparecem estados como Goiás, Minas Gerais e Paraná.

A produção brasileira desse tipo de soja é destinada principalmente à exportação, atendendo cerca de 20 países. A demanda europeia se destaca, especialmente para uso na alimentação animal.

Nova cultivar reforça estratégia de rentabilidade no campo

Combinando produtividade, sanidade e inovação no manejo de plantas daninhas, a BRS 579 surge como uma solução relevante para produtores que buscam maior eficiência e rentabilidade.

A cultivar também reforça a importância da diversificação tecnológica no campo, contribuindo para sistemas produtivos mais sustentáveis e adaptados às exigências do mercado nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

Publicados

em

Por

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

Leia Também:  Tarifas dos EUA pressionam mercado global de café e afetam exportações brasileiras

A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

Leia Também:  Golpes digitais no campo: prejuízos chegam a R$ 71 bilhões
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA